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Regime de Recuperação Fiscal

Regime de Recuperação Fiscal

Todos os governos, “querem o bem comum”, cada um a seu modo e a conta de seus ideais.

Visando atender a sempre crescente necessidade dos cidadãos, os governos foram gastando mais do que arrecadavam. Os partidos políticos, querendo acertar, contribuíram pro rombo que aí está.  Consciente que só se constrói coletivamente, as duas últimas Administrações do Estado deram início ao amargo enfrentamento do problema.

O poço havia secado. Prá equilibrar as contas públicas medidas fortes foram tomadas. Ou se governava para os gaúchos ou para o governo. Mas o buraco era grande, teve que envolver os demais Poderes que nem sempre concordando, entenderam que a gestão pública tinha que ser dura e focada.

Com erros e acertos,  não importa, aliás, como disse, “todos querem o bem comum”, nosso Estado se encaminha pro ajuste da receita e despesa, o que nos levará a firmar com o Governo Federal aquilo que se veio chamar de Regime de Recuperação Fiscal, o que nada mais é do que reconhecer a existência de uma dívida histórica, mudar o índice de correção, prá um mais justo e palatável, alongar o prazo de pagamento, oportunizar uma carência prá que o cenário se recomponha e ajustar compromissos básicos de garantia.

Fundamentalmente reaprender a otimizar a aplicação do dinheiro que é do cidadão. Isto quer dizer mudança de paradigma.

O próximo governador que nós vamos eleger, não pode dizer na campanha que se inicia, que o assunto tem que ser mais amadurecido, mais estudado, mais aprofundado.

O próximo governador, num Estado com equilíbrio nas contas públicas terá a grande missão de governar com foco no desenvolvimento, única forma de gerar receitas novas prá que tenhamos mais bem estar social, saúde, segurança, educação, enfim… O cenário mudou, governar é bem gerir o dinheiro do eleitor, é prá ele que o candidato tem que demonstrar capacidade, afinal, quem não sabe o que procura não descobre quando encontra.


Eduardo Battaglia Krause
Advogado 

Paulo Menzel

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