A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) sediou, hoje, a edição gaúcha do projeto nacional Compromisso Infra Rodovias, sob a chancela do SICEPOT. O encontro reuniu lideranças do setor para debater os desafios da infraestrutura no Brasil. Na oportunidade foi apresentado o “Pacto Brasil pela Infraestrutura”, uma estratégia nacional articulada por entidades do setor que visa integrar o Estado, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada.
A abertura dos trabalhos contou com a participação remota, de Brasília, do presidente da ANEOR, Danniel Sveiter. Em sua exposição institucional, Sveiter destacou a relevância dos recentes Acordos de Cooperação Técnica firmados entre a entidade e o Ministério dos Transportes. Na sequência, Marcelo Gentil, representante do Sinicon(RJ), detalhou as diretrizes do Pacto, trazendo à tona dados do estudo “Raio-X do Setor de Infraestrutura Brasileiro” , desenvolvido por meio da parceria Sinicom/ Firjan.
Gentil pontuou que, em 2024, o Brasil alocou meros 2,22% do PIB no setor — índice inferior à própria taxa de depreciação do patrimônio existente, estimada em 2,27%. Atualmente, o estoque de infraestrutura nacional representa 35,5% do PIB, contra uma média global de 60%, um patamar crítico para um país de dimensões continentais. Para reverter esse cenário, o Pacto estabelece duas metas audaciosas: duplicar o volume de investimentos entre 2026 e 2030, superando os 4% do PIB, e convergir o estoque nacional para a média global de 60% até 2045, reduzindo o Custo Brasil e elevando a produtividade agregada.
Alinhado a esse diagnóstico, Hideraldo Caron, diretor de Relações Institucionais da ANEOR, apresentou uma proposta concreta motivada pelos estudos de grandes instituições como CNI, IPA, CNT e ABDIB. Trata-se de um plano nacional estruturado para a modernização da malha rodoviária federal, prevendo o aporte de R$ 300 bilhões ao longo dos próximos 10 anos. O programa projeta intervenções em eixos estruturantes, acessos portuários e travessias urbanas, abrangendo 32 mil km de restauração, 24 mil km de duplicação, 4,8 mil km de pavimentação e 6 mil km de melhorias. Sob um modelo eficiente de contratação e licenciamento ambiental, o plano projeta um retorno socioeconômico de R$ 800 bilhões em economia de custos operacionais, além de otimizar o tempo de viagem, reduzir acidentes e atrair capital privado.
Em aparte o presidente da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, informou que o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre,entendeu perfeitamente os malefícios para o país gerados com o uso do Pregão ou Modo Aberto nas licitações públicas, o que traz um novo alento à possibilidade de derrubada do veto do presidente Lula.
O encerramento do encontro técnico foi conduzido por Fábio Nunes, diretor de infraestrutura do DNIT, que apresentou o panorama detalhado dos investimentos e obras planejadas para o o Rio Grande do Sul. Leia no link a seguir:
