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Rumo atinge lucro líquido de R$ 171 milhões no 3T20

Rumo atinge lucro líquido de R$ 171 milhões no 3T20

Ante R$ 369 milhões no terceiro trimestre de 2019, influenciado pelo menor Ebitda e pelas maiores despesas financeiras em decorrência da renovação antecipada da Malha Paulista. O capex atingiu R$ 699 milhões no terceiro trimestre de 2020, 76,1% superior ao terceiro trimestre de 2019, refletindo o aumento do investimento na Malha Central, que atingiu R$ 207 milhões neste trimestre.

A Rumo S.A. (B3: RAIL3) (“Rumo”) anunciou no dia 12 de novembro (quinta-feira), seus resultados do terceiro trimestre de 2020, composto por julho, agosto e setembro, com destaques para o volume transportado no terceiro trimestre de 2020 foi de 17,5 bilhões de TKU, superando em 1% o volume recorde da companhia no terceiro trimestre de 2019, com destaque para o crescimento do transporte de açúcar (+88%), fertilizantes (+20%) e celulose (+18%).O Ebitda ajustado foi de R$ 1.122 milhões, 7,9% abaixo do terceiro trimestre de 2019, em função da queda de tarifa de transporte ferroviário. Adicionalmente, a maior receita com solução logística também trouxe maiores custos variáveis, fazendo com que a margem Ebitda ajustada atingisse 54,7%, 4,5 p.p. abaixo do terceiro trimestre de 2019. O lucro líquido foi de R$ 171 milhões no trimestre, ante R$ 369 milhões no terceiro trimestre de 2019, influenciado pelo menor Ebitda e pelas maiores despesas financeiras em decorrência da renovação antecipada da Malha Paulista. O pré-pagamento de R$ 5,1 bilhões das outorgas da Malha Paulista e da Malha Central, realizado em 15 de setembro, compensou parcialmente o efeito da renovação da Malha Paulista nas despesas financeiras. A dívida líquida no terceiro trimestre de 2020 foi de R$ 6,6 bilhões e a alavancagem atingiu 1,7x dívida líquida abrangente/Ebitda LTM ajustado. O capex atingiu R$ 699 milhões no terceiro trimestre de 2020, 76,1% superior ao terceiro trimestre de 2019, refletindo o aumento do investimento na Malha Central, que atingiu R$ 207 milhões neste trimestre.

Volume tranaportado — O volume transportado pela Rumo no terceiro trimestre de 2020 atingiu 17,5 bilhões de TKU, superando em 1% o volume recorde da companhia no terceiro trimestre de 2019. Esse resultado se deu principalmente pela performance da Operação Norte e de Contêineres, que apresentaram crescimento de 3,1% e 5,0%, respectivamente. O transporte de produtos agrícolas da companhia cresceu 1,1%, influenciado pela performance mais fraca de milho (-17% yoy) uma vez que o produtor optou por cadenciar as vendas numa tentativa de maximizar sua rentabilidade. Nesse contexto, a Companhia utilizou sua capacidade para aumentar o transporte de açúcar, que cresceu 87,8% no período, num momento de mercado favorável para a commodity. O transporte de produtos industriais caiu 1,6% ainda em função do impacto da pandemia da Covid-19, que levou a uma queda no transporte de combustíveis.

Market share — No terceiro trimestre de 2020, a Rumo manteve seu market share de grãos no Porto de Santos (SP), acompanhando a queda de volume do mercado (-6%). No que se refere ao Mato Grosso, as exportações ficaram abaixo do ano anterior em julho e agosto, registrando um crescimento médio de apenas 2,7% no trimestre, refletindo a menor propensão do produtor a comercializar os grãos. As exportações do Mato Grosso através de outros portos cresceram 6,5%, principalmente por conta dos preços mais baixos praticados em função da pavimentação da Rodovia BR-163, ainda não licitada e, portanto, sem a esperada cobrança de pedágio.

A Operação Sul perdeu 1 p.p. no market share do transporte de grãos aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), resultado que reflete a menor disponibilidade de milho para exportação, especialmente nas regiões atendidas pela Rumo.

Ainda de acordo com a Rumo, a receita líquida totalizou R$ 2.053 milhões, em linha com o 3T19, refletindo: (i) a queda na receita de transporte ferroviário em função do aumento de 1,0% no volume com diminuição de 4,2% na tarifa; (ii) aumento de 37% no volume de elevações e; (iii) aumento de 103% no volume de solução logística, dado o mercado favorável para o açúcar. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1.122 milhões, com queda de 7,9% frente ao 3T19. Os custos fixos e despesas gerais e administrativas apresentaram queda de 3,9% reforçando a disciplina da Companhia em relação aos seus gastos. Os custos variáveis apresentaram aumento de 11,1%, principalmente em função do aumento de elevação e solução logística. O custo variável ferroviário caiu 1%, ante ao aumento do volume de 1%, refletindo principalmente à redução de 4,0% no consumo de combustível pelas locomotivas, resultado do foco em melhoria de eficiência energética. Os custos no segmento de elevação subiram 31%, abaixo do crescimento de 37% no volume. Já os custos com solução logística aumentaram 66%, segmento cujo volume mais do que dobrou entre os trimestres. Como consequência, a margem Ebitda ajustada caiu 4,5 p.p., atingindo 54,7%.

A receita líquida totalizou R$ 2.053 milhões, em linha com o 3T19, refletindo: (i) a queda na receita de transporte ferroviário em função do aumento de 1,0% no volume com diminuição de 4,2% na tarifa; (ii) aumento de 37% no volume de elevações e; (iii) aumento de 103% no volume de solução logística, dado o mercado favorável para o açúcar. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1.122 milhões, com queda de 7,9% frente ao terceiro trimestre de 2019. Os custos fixos e despesas gerais e administrativas apresentaram queda de 3,9% reforçando a disciplina da Companhia em relação aos seus gastos. Os custos variáveis apresentaram aumento de 11,1%, principalmente em função do aumento de elevação e solução logística. O custo variável ferroviário caiu 1%, ante ao aumento do volume de 1%, refletindo principalmente à redução de 4,0% no consumo de combustível pelas locomotivas, resultado do foco em melhoria de eficiência energética. Os custos no segmento de elevação subiram 31%, abaixo do crescimento de 37% no volume. Já os custos com solução logística aumentaram 66%, segmento cujo volume mais do que dobrou entre os trimestres. Como consequência, a margem Ebitda ajustada caiu 4,5 p.p., atingindo 54,7%.

— Em face da pandemia da Covid-19, a companhia continua garantindo a segurança de seus colaboradores, com robusto plano de contingência em respeito aos protocolos estabelecidos pelos órgãos públicos dos municípios por onde suas operações se estendem. Como informado no trimestre anterior, testagens em massa continuam a ser realizadas de forma a prevenir o contágio: de março a novembro de 2020, foram realizados cerca de 17.900 testes, dos quais apenas 2,4% positivos, reforçando a eficácia das medidas tomadas. As operações da companhia permanecem ininterruptas, com extremo foco na segurança de seus colaboradores, que ajudam a movimentar o Brasil de norte a sul — disse.

Metas para 2025 — Com relação à ESG, conforme já publicado, este ano a Rumo definiu e publicou metas para 2025, incluindo o compromisso de redução de 15% das emissões de gases de efeito estufa e a manutenção da média dos patamares de segurança em níveis similares aos das ferrovias americanas Class I. Os resultados parciais deste ano já revelam evoluções no atingimento destas metas estabelecidas. No que tange às emissões, a Rumo já alcançou no acumulado do ano uma redução de 5,3% no consumo de combustível, principal fonte de emissões de gás carbônico. Outro importante indicador, foco de incessante atenção de toda a companhia, é o índice de acidentes pessoais, que já acumula redução de 44% do ano. Estes resultados refletem a contínua e ininterrupta busca por mais eficiência operacional, principalmente por meio do emprego de tecnologia e inovação, sempre mantendo a segurança em primeiro lugar.

Paulo Menzel

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