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As grandes perdas empresariais na pandemia

As grandes perdas empresariais na pandemia

Os dados são oficiais e bem preocupantes, quando a Junta Comercial, Industrial e Serviços do Rio Grande do Sul (JucisRS) aponta que, desde março de 2020, foram registradas 90 mil baixas de diversos tipos de negócios, incluindo varejo, indústria e serviços. E a maioria é de empresas de micro e pequeno porte que não resistiram às restrições impostas para conter a pandemia da Covid-19.

Isso é uma das razões pelas quais entidades ligadas ao comércio pedem, junto com parte da população, o retorno das atividades, ainda que mantendo todos os protocolos de proteção para evitar a disseminação da pandemia.

Entre as principais razões diretas para o fechamento de milhares de negócios e serviços estão a falta de capital de giro somadas às dificuldades burocráticas para obter financiamentos no mercado. O prejuízo não é tão somente do dono do ponto das lojas e outros serviços, como bares e restaurantes e até de cinemas, mas também das centenas de empregados dispensados, os quais, por sua vez, enfrentarão problemas na própria manutenção ou de suas famílias.

Em adendo às dificuldades dos lojistas em geral, a Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS em março passado, indica que cerca de uma em cada três empresas, ou 35%, não está funcionando no Rio Grande do Sul. O percentual mais do que dobrou em relação ao levantamento anterior, de fevereiro, quando apenas 16% dos negócios estavam fechados. A principal causa do fechamento para 70% das empresas são as restrições de funcionamento.

A pesquisa também mostra que seis em cada dez, ou 60%, dos empreendimentos apresentaram redução no faturamento nos últimos 30 dias. Em Porto Alegre, 4 mil lojas de vários segmentos do comércio foram extintas no último ano, segundo estimativa do Sindilojas Porto Alegre. Apesar dos números inquestionáveis, ainda há os contrários que dizem que a volta ampla das atividades comerciais e de serviços representa apenas uma posição egoísta, mercantilista, econômica, visando o lucro, sem levar em conta os problemas da saúde, das infecções e mortes causadas pela pandemia. Ressalte-se que micro e pequenas empresas são as principais geradoras de emprego e renda em todo o Brasil.

No futuro, longe da situação duplamente aflitiva, a da saúde, o principal, mas também da econômica, haverá uma análise calma e certa do que estamos passando há mais de ano. Quem tem razão ou não, hoje, são apenas opiniões. Precisamos centrar forças no combate à pandemia.

Fonte: Jornal do Comércio – RS

Paulo Menzel

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