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Início da duplicação da BR-386 só depende da licença ambiental

Início da duplicação da BR-386 só depende da licença ambiental
Obras no trecho entre Lajeado e Marques de Souza podem começar nos próximos dias

Obras no trecho entre Lajeado e Marques de Souza podem começar nos próximos dias

CCR VIA SUL/DIVULGAÇÃO/JC

As obras de duplicação dos 166 quilômetros da BR-386 entre Lajeado e Carazinho podem começar nos próximos dias. O anúncio foi feito por Fausto Camilotti, presidente da CCR Via Sul, concessionária da rodovia, nesta quarta-feira (12), durante a reunião virtual Tá na Mesa, da Federasul.

O início dos trabalhamos depende apenas da entrega oficial da licença ambiental, prevista para ocorrer ainda nesta semana.Segundo Camilotti, a duplicação da BR 386 será feita por trechos a cada dois anos, durante um prazo de 10 anos.

O primeiro trecho, de 20 km, inicia na próxima semana, entre Lajeado e Marques de Souza; o segundo, de 26 km, será entre Fontoura Xavier e Soledade; o terceiro de 31 km, é o que fica entre Soledade e Tio Hugo; no quarto, as obras retornam para o trecho entre Marques de Souza e Fontoura Xavier, com 56 km; o último ponto a ser duplicado serão os 33 km entre Tio Hugo e Carazinho.Camilotti não informou o valor da duplicação da 386, mas lembrou que integra o montante de R$ 5 bilhões nos 30 anos previstos na concessão da rodovia. Além disso, destacou que a empresa já investiu R$ 500 milhões desde 2019, quando assumiu quatro trechos rodoviários no Rio Grande do Sul (BRs 290, 101, 386 e 448).

Apenas em 2021, o investimento previsto pela CCR Via Sul nas rodovias que administra gira em torno de R$ 370 milhões.

O presidente da CCR Via Sul destacou que todas as compras necessárias à duplicação serão feitas na própria região. “Vamos buscar mão de obra também e incentivar a economia local”.

Além disso, a empresa vai colocar em operação o Centro de Atendimento à Comunidade Lindeira (Cali), que através de um veículo adaptado deverá promover e oferecer informações necessárias para atender às necessidades das comunidades por onde passarem as obras.

O executivo da CCR Via Sul também confirmou que a empresa possui interesse nos três lotes com mais de 1,1 mil quilômetros de rodovias estaduais que o governo gaúcho planeja licitar até o fim deste ano. “Temos boa sinergia em dois deles, o que liga a Região Metropolitana e Gramado (Lote 1) e o centrado em Lajeado (Lote 2), pois eles possuem ligações com temos importantes rodovias já administradas pela CCR.

Vamos analisar a viabilidade técnica e financeira para participar do leilão desses blocos”, destacou.Camelotti defendeu a política dos governos federal e estadual de concessões de rodovias. “Não há outro caminho, é preciso desonerar o orçamento público e transferir esse setor para a iniciativa privada, que tem know how para administrar”, destacou.

O dirigente afirmou que os benefícios das concessões vão além da redução de acidentes (nos trechos da CCR Via Sul a redução de mortes chega a 75%).

A CCR Via Sul já retornou, aos municípios por onde passa, mais de R$ 46 milhões, apenas em ISS. “O investimento traz, aos municípios, o fortalecimento da logística, o crescimento regional e o pagamento de tributos”, explicou Fausto Camilotti.Segundo o o presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, a duplicação da BR 386 atende parte dos pleitos da entidade que, nos últimos dois meses realizou oito fóruns regionais para priorizar demandas de infraestrutura. “As concessões, quando bem feitas, trazem benefícios”, disse Cardoso que reforçou o posicionamento da Federasul para que as parcerias com a iniciativa privada sejam ampliadas também para outros modais, como portos, aeroportos e ferrovias.

Paulo Menzel

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