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ITA espera a chegada do primeiro avião para 8 de janeiro; ele vem da Espanha

ITA espera a chegada do primeiro avião para 8 de janeiro; ele vem da Espanha

Concepção artística criada pelo AEROIN de um A320neo nas cores da ITA

O CEO da ITA Transportes Aéreos, Tiago Senna falou em entrevista ao jornalista e aviador Robert Zwerdling, do Canal ASA, na noite da sexta-feira (5), sobre as próximas etapas pré-operacionais da companhia aérea. De maneira direta e objetiva, sem fugir de nenhuma pergunta, ele antecipou várias informações interessantes acerca da frota, rotas, configurações, entre outros.

Um avião por mês

Sobre as aeronaves, Senna comenta que, depois que as dez primeiras estiverem no Brasil, a ideia é que a companhia receba uma nova por mês, para chegar a 50 jatos em cinco anos.

Além disso, ele comentou que a chegada da primeira aeronave, que era prevista para o começo de dezembro, atrasou porque houve a necessidade de trocar o motor, com isso o primeiro Airbus A320ceo tem previsão para pousar no Brasil em 8 de janeiro. Uma equipe da ITA está trabalhando na liberação e deve seguir para a Espanha a fim de acompanhar as últimas etapas de preparação e realizar o voo de aceitação, previsto para depois do Natal.

Recentemente, fizemos um levantamento sobre as aeronaves que virão para a ITA, baseado em informações que a própria empresa passou para a ANAC. Da lista de dez aeronaves, há três que estão na Espanha e que poderiam ser a primeira a ser trasladada ao Brasil, a saber:

– PS-SFC (msn 2156), registro OE-IKJ – está em Ciudad Real há quatro meses

– PS-SPJ (msn 2589), registro EC-LQK – está em Madri desde setembro

– PS-ITA (msn 2395), registro TC-JUG – em Ciudad Real desde outubro

Senna espera que o primeiro voo, para homologação junto à ANAC, aconteça em fevereiro de 2021.

Configuração interna

Apesar de, há algumas semanas, o presidente do Grupo Itapemirim, Sidnei Piva, ter dito ao Estadão, que a empresa esperava operar com apenas 110 assentos no A320, a configuração dos jatos deve seguir para algo além disso, mais alinhado com as concorrentes. Isso porque, segundo Senna, os jatos terão 168 assentos, sendo 9 fileiras mais confortáveis, na frente, com pitch de 34″ e outras 19 fileiras com pitch de 31″. Para efeitos de comparação, os aviões A320 da Latam e Azul possuem entre 168 e 174 assentos.

O serviço a bordo será simples num primeiro momento, alinhado com suas pares. O sistema de entretenimento deverá contar com uma solução por streaming em que o passageiro usa seu próprio celular ou tablet como ela. Os jatos não devem ter monitores individuais.

Aviões a jato menores

Sobre a composição da frota, Senna disse que a ideia é que, no futuro, a ITA invista em um sistema de feeders, ou seja, rotas regionais com aviões de menor porte que buscam passageiros em cidades menores ou de menor potencial e os tragam até seus hubs operacionais. Ele também tem a intenção de trazer muitos passageiros dos ônibus para os aviões.

Indagado sobre o uso de turboélices, Senna disse que esse tipo de aeronave não estão nos planos da companhia, mas sim jatos menores, sem antecipar qual seria o modelo.

Malha de rotas

A ITA se concentrará nas rotas domésticas, mas não deixa de olhar para fora do Brasil, especialmente em trechos sul-americanos. No entanto, esses voos, caso venham a acontecer, serão realizados com os A320. Não há expectativa de trazer jatos widebody.

A estratégia permanece a mesma já divulgada anteriormente, onde a empresa procurará se fortalecer em rotas-tronco e se blindar contra a concorrência que, esperam, deve vir forte. Segundo Senna, serão cerca de 3.000 voos por mês em mercados estratégicos, onde ele consiga trabalhar bem a conectividade.

Outros temas

Finalizando a entrevista, Senna comentou sobre outros temas como a intenção da companhia aérea de ter um modal de carga, mas sem aviões puramente cargueiros. Ele entende que a capilaridade do grupo como um todo cria sinergias e trará receitas importantes.

Além disso, ele comentou que considera o plano de crescimento robusto e que a empresa espera ser membro da ABEAR, quando estiver homologada, além de vislumbrar a um futuro IPO (oferta de ações na bolsa de valores).

Fonte: AEROIN – Carlos Ferreira

Paulo Menzel

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