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Levantamento diz que investimentos em renováveis geram economia e investimentos em tecnologias

Levantamento diz que investimentos em renováveis geram economia e investimentos em tecnologias

Um novo estudo da PwC constatou que o investimento das empresas em energias renováveis, em um cenário de significativos aumentos na conta de luz, permite a economia de recursos e libera verbas para desenvolver tecnologias. Segundo a pesquisa, essa postura mais sustentável poderia aumentar o valor de mercado de companhias de capital aberto, por exemplo. Além disso, as organizações podem ter benefícios se traçarem planos que visem a integração do pensamento circular às estratégias centrais (ainda que não consigam seguir todas as recomendações).

Nesse cenário de transição energética, o debate sobre o hidrogênio vem ganhando cada vez mais força. O estudo da PwC, batizado de “Taking on tomorrow – The rise of circularity in energy, utilities and resources”, destaca um cálculo da Bloomberg New Energy Finance, que aponta que o hidrogênio renovável poderia ser produzido a custos entre US$ 0,7 e US$ 1,6 por quilograma na maior parte do mundo antes de 2050. Para a PwC, esse valor tornaria o combustível competitivo em relação aos atuais preços do gás natural no Brasil, China, Índia, Alemanha e Escandinávia – em uma base de energia equivalente e mais barata do que produzir hidrogênio a partir de gás natural ou carvão com captura e armazenamento de carbono.

O estudo cita o exemplo da BASF, empresa que se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A companhia definiu que irá manter suas emissões estáveis e nos níveis registrados em 2018. Outro exemplo lembrado é o da brasileira Braskem, que está produzindo plástico verde a partir da cana-de-açúcar.

A pesquisa da PwC mencionou ainda que a produção à base de sucata tende a custar menos do que a produção primária, sendo estratégico melhorar a coleta de sucata, recuperação, separação e classificação de material descartado. De acordo com os dados informados no estudo, a taxa global de coleta de sucata está atualmente em torno de 85%, com taxas de uso final variando de até 50% para aço de reforço estrutural até 97% para equipamento industrial.

Fonte: Petro Notícias

Paulo Menzel

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