Pesquisa com indústrias revela principais gargalos que encarecem produzir no país; campanha da CNI mostra impactos desses entraves e caminhos para superá-los
Por CNI – Valor – 28/11/2025
A cada ano, o Brasil renuncia a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) por conta de dificuldades estruturais do país que dificultam o dia a dia das indústrias. A estimativa do Observatório Custo Brasil (OCB) é que R$ 1,7 trilhão por ano seja desperdiçado.
Entre os problemas estão os tributos, dificuldade de financiamento, baixa qualificação de pessoas e deficiências na infraestrutura. Esses são alguns componentes do que se conhece como “Custo Brasil”. Segundo cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o valor equivale às despesas de toda a máquina estatal com servidores públicos federais em 2025.
Para sensibilizar a sociedade, políticos e a opinião pública sobre o problema, a CNI, com o apoio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), lançou em setembro a campanha “Custo Brasil” com o objetivo de mostrar seu impacto na rotina dos brasileiros e possíveis caminhos para superar os problemas de ineficiência.
Foram criados sete personagens para representar os grandes entraves que mais afetam a indústria e a sua competitividade, com consequências na vida das pessoas – como produtos básicos que poderiam custar menos, negócios que não vão adiante pelo excesso de burocracia, tributos e normas.
A campanha, com linguagem lúdica e fácil, traz a figura do Jurássio, monstro que encabeça a alta taxa de juros; a Infradonha, como o custo das obras paradas e as consequências da ausência de ampliação e diversificação da matriz logística; o Burocratus, ilustrando a morosidade da burocracia; o Custo Circuito, que traz na sua figura o valor da energia para lares e empresas; o Tributácio, o personagem que mostra os tributos por todos os lados; e o Baiacusto, que unifica todos eles e representa as perdas do Custo Brasil.
Mas como desatar esses nós que comprometem tantos recursos? O caminho para reduzir esse peso e aumentar a competitividade da indústria nacional, na análise de Leonardo de Castro, vice-presidente da CNI, passa pela regulamentação de leis aprovadas.

