Processo resultará na construção de um plano de contingência colaborativo

Processo resultará na construção de um plano de contingência colaborativo

/Rodrigo Nascimento/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Jornal Cidades

O município de Estrela iniciou nesta terça-feira (3) a implementação de um programa das Nações Unidas (ONU) voltado à resposta, adaptação e fortalecimento da resiliência comunitária diante de emergências e desastres. A iniciativa é conduzida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU com sede na Suíça e escritórios no Brasil, em Brasília e Porto Alegre, e será desenvolvida ao longo de quatro meses, com atividades técnicas, mobilização social e construção de um plano de contingência integrado.

A coordenadora do programa no Brasil, Adriane Nunes Ferreira, explica que o trabalho vai além da elaboração de um documento formal. “Estamos aplicando uma metodologia internacional das Nações Unidas que fortalece capacidades locais e cria lideranças preparadas para agir antes, durante e depois de uma emergência”, afirma. Segundo Adriane, o treinamento começa com a gestão municipal e será expandido à comunidade, formando núcleos capazes de apoiar a resposta e reduzir riscos de forma estruturada. Ela destaca que o trabalho de campo segue até junho, com consolidação e institucionalização das ações em julho.

O processo resultará na construção de um plano de contingência elaborado de forma colaborativa entre poder público e comunidade. O lançamento oficial ocorre no dia 10 de março, às 14h, com a assinatura do protocolo de intenções entre os municípios de Estrela, Colinas, Roca Sales e Arroio do Meio, em ato conjunto com o Ministério Público, representado pelo promotor Sérgio Diefenbach. 

Conforme o promotor de Justiça do Ministério Público Sérgio Diefenbach, uma vez que um território passa a fazer parte de um “mapa” de catástrofes climáticas, como ocorre com a região do Vale do Taquari, torna-se impossível ignorar a necessidade constante de adaptação e resiliência junto às comunidades. “Infelizmente, entramos no mapa dos desastres, e quando isso acontece, não se sai mais. Isso significa que nossos netos terão que debater planos de contingência e resiliência, ação que, de certa forma, estamos iniciando agora”, declara o promotor.

No dia 19 de março será realizada uma ampla sensibilização comunitária, etapa estratégica para envolver lideranças locais e apresentar de forma clara os riscos, ameaças e medidas necessárias para proteção coletiva. A partir desse encontro serão estruturados núcleos comunitários de proteção e defesa civil, ampliando a participação cidadã e consolidando uma cultura permanente de prevenção e preparação.

https://www.jornaldocomercio.com/jornal-cidades/2026/03/1239120-estrela-inicia-programa-da-onu-voltado-a-resiliencia-climatica.html

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