Avanço acima da média global amplia investimentos em tecnologia, mas expõe limites de projetos tradicionais no setor

São Paulo, março de 2026 – A digitalização da logística no Brasil avança a um ritmo médio de 23% ao ano, acima da média global, em um movimento impulsionado pela pressão crescente por eficiência operacional e pelo avanço do comércio eletrônico. Segundo dados da Cobli, o mercado deve passar de US$ 104,79 bilhões, valor que atingiu em em 2024, para US$ 129,34 bilhões até 2029, refletindo a centralidade da tecnologia nas estratégias do setor.

O crescimento acelerado, no entanto, não significa maturidade plena. À medida que os investimentos aumentam, também se tornam mais visíveis as limitações de modelos tradicionais de adoção tecnológica, baseados em sistemas prontos, projetos longos e alto grau de dependência de integrações complexas. Em muitas operações, a digitalização avançou, mas sem a contrapartida esperada em eficiência, agilidade e redução de custos.

“O setor passou anos investindo em soluções que prometiam padronizar a operação, mas a logística brasileira é tudo menos padronizada. Quando a tecnologia não reflete o dia a dia da operação, ela vira mais um gargalo em vez de um ganho de eficiência”, analisa Paulo Cacciari, head da Deyel no Brasil.

A empresa, que atua em projetos de digitalização e desenvolvimento de software para empresas como Sky, Consigaz, Tramontina e Afferolab, observa uma demanda crescente por modelos tecnológicos mais adaptáveis, especialmente em projetos que exigem evolução contínua e rápida resposta às mudanças operacionais.

Para Cacciari, esse descompasso tem levado empresas de logística e transporte a reavaliar a forma como estruturam seus projetos de tecnologia. Em vez de grandes implantações fechadas, cresce o interesse por abordagens mais flexíveis, capazes de acompanhar mudanças frequentes na operação e responder com maior velocidade às exigências do mercado.

“A pressão por eficiência se intensificou com a expansão do e-commerce, que elevou o nível de exigência sobre prazos, rastreabilidade e visibilidade da cadeia logística. Operações mais fragmentadas, volumes variáveis e margens cada vez mais pressionadas exigem sistemas capazes de se adaptar rapidamente, algo difícil de alcançar com estruturas rígidas e pouco customizáveis”, completa o executivo.

Mudança de abordagem tecnológica
Diante desse cenário, o mercado começa a migrar de uma lógica de “compra de sistemas” para uma visão mais estrutural de tecnologia, na qual plataformas funcionam como base para o desenvolvimento e a evolução contínua de softwares próprios. A proposta é reduzir a dependência de soluções genéricas e ganhar maior controle sobre processos, dados e fluxos operacionais.

“O problema não é investir pouco em tecnologia, mas investir mal. Quando cada ajuste exige um novo projeto, a eficiência se perde no custo e no tempo de implementação”, afirma Cacciari.

Segundo o executivo, a busca por bases tecnológicas mais flexíveis reflete um amadurecimento do setor, que passa a enxergar a digitalização como um processo contínuo, e não como um projeto com começo, meio e fim. A tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a ocupar um papel estratégico na sustentação do crescimento.

Com um mercado em expansão acelerada e operações cada vez mais complexas, a tendência é que a digitalização logística no Brasil continue avançando acima da média global.  “O desafio, agora, é transformar esse crescimento em ganhos consistentes de eficiência, evitando a repetição de modelos que já demonstraram limites claros. A digitalização só faz sentido quando acompanha a dinâmica real da operação. Caso contrário, ela apenas troca um problema operacional por um problema tecnológico”, conclui Cacciari.

Sobre a Deyel
A Deyel é uma plataforma de desenvolvimento low code criada pela Optaris, que permite a empresas de diferentes setores criarem e integrarem seus próprios aplicativos e sistemas digitais de forma rápida e eficiente. Com tecnologia que combina automação e inteligência artificial, a solução reduz em até 80% os custos e acelera em até quatro vezes o tempo de desenvolvimento. Presente em oito países, a Deyel atua em modelos no code, low code e code, oferecendo flexibilidade para empresas que buscam lançar novos produtos digitais ou modernizar sistemas já existentes.

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Paulo Cacciari, head da Deyel no Brasil
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Cassio Valler
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