
Eletronuclear busca fôlego financeiro com debêntures, diz Silveira
Fernando Frazão/Agência Brasil/JC
Agências
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou nesta quarta-feira, 11, qualquer tentativa de intervenção na Petrobras em função da alta no preço do petróleo. Ele reforçou que a companhia tem governança própria. “Não vamos ser irresponsáveis de fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto, listada na bolsa de Nova York”, declarou o ministro.
O tema foi tratado após discussão sobre os impactos diretos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. O ministro também fez reiterados elogios à atual gestão da Petrobras. Silveira participou de audiência pública na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou também que, dentro dos próximos 15 dias, haverá uma reunião no Conselho da Eletronuclear para a destinação de recursos para a estatal, via debêntures. Ele não entrou em detalhes sobre o tema.
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A Eletronuclear está nas tratativas finais para receber um esperado “fôlego financeiro” em meio à indefinição sobre a usina nuclear Angra 3 e alertas de eventual paralisação da estatal.O acordo firmado entre a União e a Axia Energia, homologado no fim do ano passado, estipulou o aporte de R$ 2,4 bilhões para a modernização e ampliação da Usina Nuclear de Angra 1.
O valor se refere a debêntures conversíveis, a serem emitidas pela Eletronuclear para viabilizar a conclusão dos investimentos da extensão de vida útil de Angra 1. Essa responsabilidade de integralização das debêntures passou para o grupo J&F, tendo em vista que a Âmbar Energia assumiu as ações da Axia Energia na Eletronuclear. Para Alexandre Silveira, a entrada da Âmbar Energia “não muda em nada” a governança na Eletronuclear. O ministro foi questionado sobre o tema em audiência realizada nesta quarta-feira na Comissão de Minas e Energia da Câmara.
