Iniciativa inédita promove energia solar fotovoltaica no semiárido com investimento de R$8,9 milhões

Na manhã de quinta-feira (12), em Remígio (PB), a 17ª edição da “Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia” destacou a defesa das mulheres, da agroecologia e da soberania alimentar. Este ano, o evento trouxe o tema “Energia Renovável, sim, mas não assim”, criticando a centralização de projetos solares e defendendo a implementação de energia solar fotovoltaica de forma democrática e comunitária.

Lançamento do projeto “Um Milhão de Tetos Solares”

Durante a marcha, foi oficialmente lançado o projeto “Um Milhão de Tetos Solares”, uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). O projeto visa beneficiar famílias do semiárido nordestino, promovendo a geração de energia solar de forma acessível e sustentável, com foco em formação profissional e geração de renda.

Gilson Lima, diretor da Fundação BB, e Rejane Silva, representante da ASA, destacaram a importância do projeto na democratização da energia solar e seu impacto positivo nas comunidades locais. “É fundamental garantir uma transição energética participativa, sem recorrer à concentração da produção de energia em grandes conglomerados, mas promovendo a capacitação da população e respeitando o meio ambiente”, ressaltou o diretor da Fundação Banco do Brasil.

Parceria e Sustentabilidade

O projeto, com investimento de R$8,9 milhões, prevê três etapas: seleção e cadastramento das famílias, implantação de escolas-fábrica solares e instalação de sistemas fotovoltaicos nas residências. A iniciativa será uma alternativa eficiente e justa para a produção de energia renovável, com a participação ativa da comunidade.

Rejane Silva reforçou o compromisso de levar energia renovável de maneira acessível ao povo do semiárido, sem causar impactos ambientais negativos, respeitando a natureza e a convivência com o semiárido. O projeto também reafirma a luta histórica das mulheres rurais e urbanas do Nordeste, que defendem a proteção dos seus territórios e a inclusão no modelo de transição energética.

Com a previsão de impacto positivo em diversas famílias do semiárido, o projeto reforça o papel da energia solar fotovoltaica como uma solução limpa, democrática e sustentável para o futuro da região.

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Rozy Albuquerque
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Caroline Veiga
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