Executivo e especialista em planejamento estratégico lista os fatores de risco do crescimento acelerado nas organizações

São Paulo, março de 2026 — “No mundo empresarial, é muito fácil ver os números subindo e acreditar que o sucesso chegou. Mas, na prática, a situação pode ser oposta, e a organização pode estar em risco”. A afirmação é de André Atarão, sócio da Alfaiate Consultoria, especializada em planejamento estratégico e inteligência competitiva para empresas. Segundo ele, o colapso operacional pós-escala é mais comum do que parece — e muitas vezes traz danos irreversíveis ao negócio.

Essa visão é frequentemente analisada em estudos e pesquisas. Segundo um relatório da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), cerca de 40% a 50% das empresas que escalam não conseguem continuar crescendo ou mesmo manter a nova operação. Para a McKinsey, 70% das transformações empresariais falham. Até mesmo um estudo japonês que analisou mais de duas milhões de organizações ao longo de duas décadas identificou maior risco de desaparecimento entre empresas com um grande aumento nas vendas.

Para Atarão, essa realidade é um reflexo da falta de planejamento e perda de controle sobre o próprio crescimento. “Muitas empresas acreditam que estão em um foguete quando, na verdade, estão em uma montanha-russa, sem perceber que a queda está vindo”, aponta.

A seguir, o executivo lista cinco dos principais fatores que indicam quando uma organização está correndo riscos por conta do crescimento desestruturado.

1- Falta de diagnóstico

O primeiro sinal de perigo está na falta de um diagnóstico claro sobre o momento atual da empresa. Aqui é onde serão descobertos os ajustes necessários para gerar mais caixa operacional, a partir de uma visão cruzada entre financeiro, comercial, operações e pessoas.

“Se você não sabe onde está e não tem os dados completos sobre sua situação, significa que o crescimento está acontecendo paralelamente à operação e não por conta dela”, explica Atarão. “Por que o crescimento está acontecendo? Como? Sem essas respostas, é aqui que o controle sobre a escala começa a se perder”.

2- Sem estratégia de escala

Além de identificar o momento atual da empresa, é preciso ter definições claras de objetivos e como alcançá-los. Ela precisa se basear no mercado, nas melhores técnicas de venda e em como enfrentar os concorrentes do novo patamar.

“A empresa pode até ‘ir levando’ por um tempo, mas chega um ponto em que a operação se torna insustentável e as entregas começam a falhar, o que gera insatisfação dos clientes e queda na capacidade de venda”, explica André.

3- Falta de lideranças

“O crescimento sempre exige algumas novas frentes estratégicas, mas nem toda empresa consegue líderes para tocá-las”, informa André. Em outras palavras, não é incomum que profissionais em cargos operacionais, como analistas, fiquem responsáveis por algumas das transformações da organização. Isso geralmente indica ausência de lideranças preparadas para conduzir a expansão, e pode significar a necessidade de capacitações internas ou novas contratações.

4- Redução de rentabilidade

Muitas vezes, o crescimento nas vendas vem às custas da redução de lucro ou geração de caixa. Ou seja, o faturamento aumenta enquanto as margens diminuem. Esse cenário pode ser tolerável no curto prazo, mas compromete a profissionalização e a organização necessárias para sustentar o novo nível do negócio.

“Precisamos olhar para dois indicadores: o lucro bruto, para entender se o produto ou serviço é tão economicamente eficiente quanto dos concorrentes, e o lucro operacional, para identificar se o negócio é rentável. Dependendo da resposta, é preciso investigar diferentes fontes de problemas, como cadeia de suprimentos ou gasto comercial sobre a receita”, explica o executivo.

5- Piora em indicadores de satisfação

Seja dentro ou fora da empresa, quando a expansão está acontecendo descontroladamente, é comum que alguns stakeholders fiquem insatisfeitos. No caso dos clientes, o NPS (Net Promoter Score) despenca, e, internamente, colaboradores também enfrentam problemas de engajamento e retenção. “Esse é o efeito de um cenário caótico, com entregas de baixa qualidade e cobranças extremas dentro do time”, conclui Atarão.

Sobre a Alfaiate Consultoria em Estratégia

A Alfaiate Consultoria em Estratégia é uma consultoria que gera inteligência competitiva para as empresas criada para apoiar empresários na tomada de decisões qualificadas e conscientes em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, trazendo clareza sobre onde atuar, como crescer e quais decisões realmente impactam o futuro do negócio.

A atuação começa com diagnóstico profundo do negócio e do mercado, evolui para a definição da estratégia e planejamento e segue até a execução, com o acompanhamento próximo dos donos e diretores. Entre os clientes atendidos estão empresas como Morana Empreendimentos, MSC Advogados, Tecpon, Dobil Engenharia e Seibt. Mais informações: https://alfaiateconsultoria.com.br/ 

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