
Lula aproveitou o evento para defender a expansão do uso de biocombustíveis como uma das soluções para a transformação sustentável da economia
Guilherme Kolling/Especial/JC

Guilherme Kolling
De Hannover, Alemanha
A promoção do Brasil como país com matriz energética renovável e com empresas capazes de prover soluções voltadas à descarbonização da economia marcou o início da Feira de Hannover em 2026.
O fato de ser o país parceiro deu palco ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aproveitou o evento para defender a expansão do uso de biocombustíveis como uma das soluções para a transformação sustentável da economia, bem como para alternativas energéticas, tema em voga na Alemanha em um cenário de encarecimento dos preços da energia em virtude da guerra no Irã.
Desde a cerimônia de abertura, no domingo à noite, seguindo pela inauguração do pavilhão da feira que concentra empresas brasileiras, no Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA) e na declaração conjunta com o chanceler Friedrich Merz após o encontro bilateral, o presidente Lula insistiu na defesa do etanol e do biodiesel e nas soluções das indústrias brasileiras.

Presidente visitou os espaços de grandes indústrias brasileiras, como a WEGRicardo Stuckert/PR/Divulgação/JC
Neste contexto, no início da manhã desta segunda-feira, 20 de abril, quando tradicionalmente os chefes de governo da Alemanha e do país homenageado percorrem os estandes, Lula visitou os espaços de grandes indústrias brasileiras, sendo recebido por CEOs e executivos que apresentaram tecnologias expostas na feira. WEG, Embraer, Vale e a gaúcha Be8 tiveram uma projeção especial com a passagem do presidente da República pelos seus estandes.
No caso da Be8, representada pelo CEO Erasmo Battistella em Hannover, o destaque foi para o caminhão da montadora alemã Mercedes-Benz usar biocombustível produzido pela empresa brasileira, reduzindo as emissões atmosféricas, fato destacado por Lula e Merz em mais de um discurso, por unir as indústrias alemãs e brasileira em uma nova tecnologia.
