Movimentação alcança 554,48 milhões de toneladas úteis, com crescimento puxado por minério de ferro, soja e celulose
Por Agência CNT Transporte Atual
24/04/202611h47

A movimentação de cargas por ferrovias no Brasil alcançou, em 2025, o maior volume da série recente, reforçando a importância estratégica do modal para a competitividade logística do país. O balanço ferroviário 2025 — divulgado nesta semana pela CNT, com base em dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) atualizados até dezembro — aponta que o setor transportou 554,48 milhões de toneladas úteis (TU) no ano passado, resultado 2,6% superior ao registrado em 2024.
O desempenho consolida mais um ano de expansão e evidencia o papel das ferrovias no atendimento às cadeias produtivas de grande escala, especialmente voltadas à exportação. O avanço foi puxado, principalmente, pelo transporte de minério de ferro, que segue como principal carga ferroviária do país, com 406,59 milhões de TU movimentadas.
Na sequência aparecem agronegócio, extração vegetal e derivados, com 104,44 milhões de TU; indústria de transformação, com 28,61 milhões; energia e combustíveis, com 7,96 milhões; e contêineres, com 6,68 milhões de TU. O perfil confirma a vocação das ferrovias para o transporte de grandes volumes de longas distâncias, com ganhos de escala, eficiência operacional e menor custo logístico.
Na avaliação da Confederação, o desempenho de 2025 confirma que o fortalecimento das ferrovias é apontado como fator essencial para reduzir gargalos logísticos e elevar a produtividade do país. “Esses resultados confirmam a relevância estratégica das ferrovias para a competitividade do Brasil. Quando ampliamos a capacidade logística sobre trilhos, fortalecemos uma matriz de transportes mais sustentável e integrada”, declarou a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Entre os principais produtos transportados, o minério de ferro avançou 2,8% frente a 2024, somando 400,5 milhões de TU. Também se destacaram a soja, com crescimento de 12,3% e volume de 38,5 milhões de TU, e a celulose, que registrou alta de 12,6%, alcançando 13,8 milhões de TU. Já o açúcar movimentou 16,2 milhões de TU, com retração de 4,4% no comparativo anual. Os números refletem tanto o dinamismo do agronegócio quanto a ampliação de corredores logísticos conectados a terminais portuários.
Regionalmente, o Sudeste concentrou a maior movimentação ferroviária do país, com 289,5 milhões de TU, seguido pelo Norte, com 185,3 milhões de TU. O Centro-Oeste respondeu por 45,4 milhões; o Sul, por 24 milhões; e o Nordeste, 10,3 milhões de TU. O resultado demonstra a relevância das ferrovias para integrar polos produtores ao comércio exterior e reforça o potencial de expansão do modal em novas rotas estratégicas.
