Alinhamento entre vida pessoal e gestão passa a orientar crescimento sustentável e reduzir erros estratégicos nas empresas
Empresários brasileiros têm revisado a forma como tomam decisões de crescimento ao incorporar propósito e alinhamento pessoal à estratégia dos negócios. A mudança ocorre em um momento em que a sobrevivência empresarial segue desafiadora: dados do IBGE mostram que apenas 37,3% das empresas nascidas em 2017 permaneceram ativas após cinco anos, evidenciando fragilidades estruturais na gestão e na tomada de decisão.
Valquíria Mendes, mentora de alta performance e consultora de empresários, afirma que parte desse problema está na desconexão entre o líder e a condução do negócio. “A empresa é reflexo direto de quem lidera. Quando há desalinhamento interno, isso aparece nas decisões, nos conflitos e, principalmente, nos resultados”, diz. Com mais de três décadas de atuação empresarial, ela trabalha com empresários que buscam crescimento com maior previsibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
O debate sobre liderança e performance também ganha respaldo em estudos internacionais. Levantamento da Gallup aponta que equipes altamente engajadas apresentam até 23% mais lucratividade em comparação às menos engajadas, o que reforça a importância da qualidade da liderança na condução dos resultados.
Para a especialista, o erro mais comum está na priorização exclusiva da execução. “Alta performance não começa no fazer. Começa no sentir, no alinhar e no decidir com consciência. Quando o líder tem clareza, a empresa deixa de operar no improviso”, afirma.
Esse movimento tem levado empresários a adotarem o que vem sendo chamado de expansão consciente, conceito que envolve crescer com estrutura, consistência e coerência com valores pessoais. Na prática, isso significa reduzir decisões impulsivas, melhorar a leitura de risco e construir processos mais sólidos antes de escalar o negócio.
A aplicação desse modelo impacta diretamente a gestão. Empresas conduzidas por líderes mais alinhados tendem a ter maior clareza estratégica, comunicação interna mais eficiente e menor rotatividade de equipes. A consistência nas decisões também contribui para evitar ciclos de crescimento desordenado, que frequentemente levam à perda de margem ou à desorganização operacional.
O ponto de partida, segundo Mendes, não está na empresa, mas no próprio empresário. “Não existe empresa travada. Existe liderança que não expandiu sua visão. Quando o líder evolui, a empresa acompanha esse avanço”, afirma.
Na prática, empresários têm buscado apoio externo para conduzir esse processo, seja por meio de mentorias, consultorias ou programas de desenvolvimento. A escolha, no entanto, exige critério. Experiência real de mercado, capacidade de traduzir comportamento em estratégia e aplicação prática no dia a dia do negócio estão entre os fatores que devem ser considerados.
Além disso, há cuidados importantes ao longo da jornada. O primeiro é evitar abordagens superficiais, que não se sustentam na operação. Em seguida, entra a necessidade de disciplina na execução, já que mudanças estruturais não geram resultado imediato. Por fim, é essencial acompanhar indicadores e decisões para garantir que o alinhamento não fique restrito ao discurso.
Apesar de exigir maturidade e consistência, o modelo traz vantagens competitivas claras. Empresas com liderança mais estruturada tendem a errar menos, tomar decisões com maior velocidade e construir crescimento mais previsível, o que impacta diretamente o resultado financeiro e a reputação no mercado.
Para a mentora, a mudança de mentalidade é inevitável para empresários que desejam crescer sem comprometer outras áreas da vida. “Viver com intenção não é um conceito abstrato. É uma estratégia de liderança. Quando o empresário decide com clareza, ele protege o negócio, preserva suas relações e constrói resultados mais consistentes ao longo do tempo”, diz.
Ao integrar propósito, comportamento e gestão, empresários passam a tratar expansão não apenas como aumento de receita, mas como construção de um negócio sustentável, capaz de crescer com direção e estabilidade em um ambiente econômico cada vez mais exigente.
Sobre Valquíria Mendes
Valquíria Mendes é mentora de alta performance e consultora de empresários, com mais de 30 anos de experiência como empresária contábil. Graduada em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Direito, possui MBAs em Gestão de Empresas, Gestão de Pessoas e Estratégias de Negócios, além de pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness. Lidera uma empresa que atende mais de 600 clientes de forma recorrente.
Sua atuação é focada no desenvolvimento estratégico e comportamental de líderes empresariais, integrando gestão, organização financeira e fortalecimento da mentalidade empreendedora. Defende que crescimento sustentável depende de clareza, disciplina e tomada de decisão estruturada.
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Fontes de pesquisa
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/42109-taxa-de-nascimento-de-empresas-empregadoras-chega-a-15-3-e-e-a-maior-desde-2017
Gallup – State of the Global Workplace / Employee Engagement
https://www.gallup.com/workplace/236927/employee-engagement-drives-growth.aspx
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Carolina Lara
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