4 insights que explicam por que a automação e transformação digital é essencial para o setor de logística e indústria
A falta de integração entre sistemas ainda é um dos principais riscos para operações nesses setores cada vez mais digitalizados

Alexandre Zanelatto, CPTO da APIPASS_Crédito de imagem: Vandi Leal
O uso de Inteligência Artificial na indústria brasileira saltou de 17% para 42% entre 2022 e 2024, segundo levantamento do IBGE. No mesmo período, a digitalização da área de logística alcançou 94,4% das empresas industriais. Os números evidenciam o avanço acelerado da transformação digital no setor, mas também revelam um desafio estrutural: digitalizar processos não significa, necessariamente, integrá-los ou automatizá-los de forma eficiente. E, na prática, essa diferença pode representar prejuízos para operações industriais e logísticas.
É sobre esse cenário que o Alexandre Zanelatto, Chief Product and Technology Officer (CPTO) e cofundador da APIPASS, plataforma de integração e orquestração que governa fluxos e habilita o futuro com Inteligência Artificial em empresas, aponta quatro fatores que explicam por que a transformação digital nesses setores passou a ser tratada como questão de continuidade operacional.
1 – Processos dependentes de conhecimento individual representam riscos operacionais
Para o especialista, em operações de logística e indústria, ainda é comum que fluxos críticos dependam de execuções manuais, conhecimento não documentado ou rotinas concentradas em poucos profissionais. “Esse cenário aumenta a vulnerabilidade operacional, especialmente em setores que demandam funcionamento contínuo e alta disponibilidade. Nesse contexto, a automação deixa de ser apenas uma iniciativa de produtividade e passa a exercer um papel estratégico na continuidade e na estabilidade das operações”, complementa Alexandre.
2 – Sistemas conectados não significam operações integradas
Para ele, a presença de plataformas como ERP, TMS e WMS em uma mesma operação não garante, necessariamente, sincronização entre os fluxos de dados. Em muitas companhias, a troca de informações ainda depende de exportações manuais de planilhas, scripts não padronizados ou retrabalho operacional entre plataformas. “A transformação digital efetiva acontece quando esses fluxos passam a operar de forma unificada, automatizada e governada”, revela.
3 – Inteligência Artificial depende de dados estruturados e confiáveis
Alexandre ainda explica que o crescimento acelerado do uso de Inteligência Artificial no setor industrial ocorreu antes da consolidação de bases robustas de dados em diversas organizações. “Modelos de IA aplicados sobre dados fragmentados, inconsistentes ou sem governança tendem a ampliar falhas operacionais em vez de gerar ganhos de eficiência. Por isso, a integração e a orquestração de dados se tornam etapas fundamentais para que iniciativas de IA entreguem resultados concretos”.
4 – Monitoramento em tempo real reduz impactos operacionais
Para finalizar, ainda na visão do CPTO da APIPASS, em casos de operações complexas, o tempo de resposta a uma falha influencia diretamente o impacto financeiro e operacional do incidente. Por isso, identificar rapidamente a interrupção de um fluxo crítico permite respostas mais ágeis e reduz riscos para a operação. O monitoramento em tempo real deixa de ser apenas um diferencial tecnológico e passa a ser um componente estratégico de gestão operacional.
“O mercado já compreendeu a importância da Inteligência Artificial para ganho de competitividade. O desafio agora é garantir que as empresas tenham estruturas conectadas, coordenadas e preparadas para suportar essas aplicações de forma eficaz. Sem integração e gestão de dados, a IA tende a operar sobre rotinas frágeis, limitando o potencial de transformação das operações”, finaliza Zanelatto.
Sobre a APIPASS
Fundada em 2020, a APIPASS é uma empresa do Grupo Supero e nstech que conecta sistemas, governa fluxos e habilita o futuro com Inteligência Artificial. A companhia integra, orquestra e governa informações confiáveis, elevando a eficiência operacional e os resultados, e formando a camada essencial para a implementação de agentes de IA e automação inteligente em processos críticos. Com mais de 80% em economia em integrações, a APIPASS tem no portfólio cases como Sebrae, Cacau Show, Portonave, Scheffer, Royal Canin, JBS, Mondelez e Red Bull. À frente da APIPASS está o CEO e cofundador, Valdemir Silveira, também sócio da nstech; Alexandre Zanelatto, CPRO e também cofundador; e André Junges, CRO do Grupo Supero. Acesse o site e saiba mais!
