Pressão acumulada nos custos de transporte individual acelera transição para soluções elétricas leves nas cidades brasileiras
São Paulo, maio de 2026 – Ao longo do ano de 2025 e do início de 2026, o Brasil voltou a registrar pressão de alta nos combustíveis automotivos de forma generalizada, incluindo gasolina, etanol e diesel. Segundo dados consolidados do mercado acompanhados pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e por entidades do setor de distribuição, o custo médio ao consumidor apresentou reajustes acumulados na ordem de dois dígitos nos últimos meses, influenciados por fatores principais que incluem cotações mais altas do petróleo, leilões da Petrobras para gasolina e diesel realizados a preços de mercado, acima dos praticados nas refinarias da estatal, e importações de derivados também a valores vinculados ao exterior.
Mesmo com períodos de acomodação pontual, o comportamento geral do mercado tem sido de encarecimento do custo por quilômetro rodado no transporte individual a combustão, especialmente nos grandes centros urbanos. Segundo a série de levantamento de preços da ANP, a gasolina comum no Brasil, por exemplo, tem se mantido, entre 2024 e o início de 2026, em um patamar médio nacional próximo de R$ 5,50 a R$ 6,10 por litro, com variações regionais significativas. Esse comportamento, somado ao custo de outros insumos da mobilidade urbana, mantém o custo por quilômetro rodado em veículos a combustão sob pressão recorrente.
Esse movimento não ocorre de forma isolada. No Brasil, o combustível automotivo segue altamente sensível ao cenário internacional, já que o país importa derivados em momentos de desequilíbrio entre oferta e demanda interna, além de ser impactado diretamente pela variação do dólar. Na prática, o impacto mais visível dessa dinâmica não está apenas no preço na bomba, mas no custo total de deslocamento diário, que se torna um componente cada vez mais relevante na rotina urbana e faz com que os consumidores passem a reavaliar suas escolhas de mobilidade em busca de alternativas mais previsíveis e de menor custo operacional.
Impacto no segmento de mobilidade elétrica
Nesse cenário, as e-bikes se consolidam como uma dessas soluções, com custo médio estimado entre R$ 0,05 e R$ 0,10 por quilômetro rodado, considerando recarga elétrica e manutenção básica, segundo estudos da International Energy Agency e da European Cyclists’ Federation.
Além da dimensão econômica, o impacto ambiental também é significativo: enquanto veículos a combustão em ambiente urbano emitem entre 120 e 180 gramas de CO₂ por quilômetro, as e-bikes apresentam emissões indiretas estimadas em até 95% inferiores, dependendo da matriz energética local, com base em fatores de emissão consolidados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) e dados de intensidade de carbono do sistema elétrico brasileiro do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Segundo Rodrigo Affonso, co-fundador do Grupo Lev, líder em mobilidade elétrica leve no Brasil, o avanço das e-bikes está diretamente ligado à combinação entre esse custo elevado da mobilidade a combustão e a busca por eficiência urbana. “O que estamos vendo em 2026 é uma mudança de racionalidade. O consumidor não está apenas olhando para sustentabilidade, mas para previsibilidade de custo. Quando o transporte a combustão fica mais caro e instável no dia a dia, a e-bike deixa de ser alternativa e passa a ser solução lógica para a cidade”, afirma o executivo.
O porta-voz da empresa destaca que esse movimento é sustentado por três vetores principais: aumento do custo total da mobilidade urbana, crescimento dos congestionamentos e maior consciência sobre eficiência energética no deslocamento diário. Esse deslocamento de comportamento também começa a produzir efeitos indiretos na forma como cidades e empresas passam a enxergar a mobilidade leve. À medida que esse tipo de solução ganha escala, surgem demandas por padronização, integração com sistemas urbanos e maior atenção à infraestrutura de suporte, como ciclovias, pontos de recarga e políticas de incentivo ao uso diário.
Esse movimento já aparece refletido nos números. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) o mercado de eletrificados registrou crescimento superior a 25% no último ciclo anual de 2025, com aumento consistente tanto em vendas quanto em participação dentro do segmento de bicicletas urbanas, por exemplo. O avanço indica que a micromobilidade elétrica deixou de ser um nicho e passou a ocupar espaço relevante no comportamento de consumo urbano.
Em paralelo, a consolidação desse segmento indica um movimento mais amplo de reorganização da mobilidade urbana em direção a modelos mais distribuídos, em que decisões individuais de transporte passam a ter impacto agregado relevante na eficiência das cidades. “A expansão das e-bikes não representa apenas uma alternativa ao transporte tradicional, mas um vetor adicional na transformação estrutural da forma como deslocamentos são planejados e utilizados nos centros urbanos”, conclui Rodrigo Affonso.
Sobre o Grupo Lev
O Grupo Lev é uma empresa pioneira no mercado de mobilidade elétrica leve no Brasil, que detém a marca Lev, líder no segmento de bicicletas elétricas no país, a Onn, especializada em scooters elétricas, e representa nacionalmente a Niu Technologies, empresa chinesa de scooters e motos elétricas. O Grupo, que oferece soluções de mobilidade sustentável para diferentes públicos, possui mais de 40 lojas físicas em diferentes estados, está presente em 138 revendas e cerca de 170 assistências técnicas espalhadas pelo país e atende nacionalmente através do e-commerce. Com foco em inovação e design, a empresa tem se destacado pela qualidade de seus produtos e principalmente serviços de pós venda. Para mais informações, acesse www.golev.com.br e www.onn-brasil.com/. Nas redes sociais, siga @levbicicletas e @onn.brasil.
Imagens relacionadas
Pressão acumulada nos custos de transporte individual acelera transição para soluções elétricas leves nas cidades brasileiras Divulgação baixar em alta resolução |
