Comunicadora e host avalia como creators, jornalistas e marcas estão reformulando estratégias para disputar atenção durante o evento mais assistido do planeta
A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar não apenas o futebol, mas também uma das maiores disputas do ambiente digital: a batalha pela atenção do público. Em uma era dominada por algoritmos, vídeos curtos, Inteligência Artificial e consumo acelerado de informação, comunicadores, jornalistas, influenciadores e marcas já começam a reformular suas estratégias para transformar o Mundial em um dos maiores fenômenos de engajamento da década.
Se em Copas passadas a cobertura girava em torno da televisão e dos grandes portais esportivos, hoje a comunicação acontece em tempo real, fragmentada entre cortes virais, transmissões paralelas, reacts, memes e conteúdos hiperpersonalizados para diferentes plataformas. A velocidade da informação mudou completamente a dinâmica das pautas esportivas e obrigou comunicadores a adaptarem não apenas formatos, mas principalmente a maneira de gerar conexão emocional com o público.
Para Stephanie Dalmazo, comunicadora e host do podcast Café com Benefícios, a Copa de 2026 representa um marco importante sobre como a comunicação digital passou a disputar emoção em vez de apenas audiência. “Hoje não basta mais informar primeiro. Todo mundo consegue publicar algo em segundos. O diferencial está em conseguir transformar informação em identificação emocional. A Copa sempre foi um evento movido por sentimento coletivo, e quem entender isso vai conseguir se destacar em meio ao excesso de conteúdo”, afirma.
Segundo Stephanie, a ascensão das plataformas digitais fez com que a cobertura esportiva deixasse de ser exclusivamente jornalística para se tornar também comportamental e cultural. “As pessoas não querem assistir apenas aos jogos. Elas querem acompanhar bastidores, opiniões, reações, histórias humanas e conteúdos que façam elas se sentirem parte daquele momento. A comunicação da Copa deixou de ser apenas sobre futebol e passou a ser sobre experiência”, explica.
A comunicadora também destaca que o avanço da Inteligência Artificial deve acelerar ainda mais a disputa por atenção durante o Mundial. “A IA vai facilitar produção, edição, tradução e distribuição de conteúdo em escala absurda. Mas justamente por isso, a comunicação humana ganha ainda mais valor. Em 2026, quem não souber gerar conexão real será apenas mais um ruído perdido no algoritmo”, analisa.
Além das transformações tecnológicas, Stephanie acredita que a Copa de 2026 deve consolidar uma nova postura dos comunicadores diante da audiência. “Hoje o público percebe rapidamente quando um conteúdo é vazio ou feito apenas para viralizar. Existe uma demanda muito maior por autenticidade, opinião com responsabilidade e narrativas que tenham verdade. A comunicação mudou porque o comportamento das pessoas mudou”, afirma.
A pauta propõe discutir como jornalistas, creators, influenciadores e marcas estão reformulando suas estratégias para cobrir a Copa do Mundo de 2026 em um cenário dominado por Inteligência Artificial, hiperconexão e excesso de informação. Entre algoritmos, emoção coletiva e disputa por relevância digital, o próximo Mundial deve mostrar que comunicar já não é apenas transmitir informação, é construir experiência, pertencimento e conexão em tempo real.
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Carol Freitas
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