Relatório da nstech revela manhã como período mais crítico e quinta-feira como o dia com mais ocorrências; Cargas fracionadas lideram os números de acidentes
Em 2025, a região Sudeste ampliou sua liderança em registros de acidentes no transporte de cargas, aumentando em 12% as ocorrências e consolidando-se como o principal epicentro de risco no país. Três dos quatro estados da região – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – lideram o ranking. O mapa mostra que o risco se manteve concentrado, mas com tendência de expansão para regiões emergentes, como o Centro-Oeste, que teve um aumento relevante de 14%.
Além disso, apesar de uma queda, quando comparado com dados de 2024, o período da manhã se manteve como o mais crítico, seguido pela tarde, que apresentou um aumento de 14%. Além disso, os riscos se mantiveram concentrados entre quinta (+7%) e sexta-feira (+14,7%).
Os dados são do “Mapa de Acidentes no Transporte de Cargas 2025”, realizado pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e uma das 5 maiores SaaS do Brasil. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia.
“Em um país onde o transporte rodoviário é predominante – movimentando cerca de 65% de toda a carga do Brasil, de acordo com dados da CNT – a segurança nas estradas deixa de ser apenas uma preocupação operacional e se consolida como um elemento estratégico de eficiência, competitividade e gestão de riscos no setor. E é pensando nisso que, anualmente, com o gancho do mês da segurança, comemorado em maio, construímos esse relatório”, afirma Thiago Azevedo, Diretor de Produto da nstech.
Ainda de acordo com o mapa de acidentes, colisões seguem como o principal tipo de ocorrência, com uma trajetória de alta de mais de 5%. Em segundo lugar, os tombamentos cresceram 9,5%, seguidos pelos choques que, apesar da redução de 7,25% com relação a 2024, ainda estão em terceiro lugar no ranking. Saídas de pista, incêndio e capotagem também cresceram, mas em menor volume.
As cargas fracionadas seguem liderando as ocorrências, mas com leve queda com relação ao ano anterior. Seguida pelos setor alimentício, com alta de 4%, os segmentos são, disparadamente, os mais suscetíveis. As cargas siderúrgicas e de medicamentos também aparecem no topo do ranking.
A maior incidência dos acidentes esteve concentrada em motoristas entre 40 e 50 anos, seguidos por profissionais com mais de 50, destacando que o risco está em operações com trabalhadores, em tese, mais experientes. Além disso, os profissionais com vínculo agregado lideram o ranking, o que pode estar associado a menor padronização operacional e maior variabilidade de condução.
Em 2025, de acordo com os dados de monitoramento das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech, foi registrado um aumento de aproximadamente 4,7% de acidentes envolvendo transporte de cargas, em relação a 2024. No entanto, o número de viagens monitoradas pelo ecossistema da nstech cresceu acima desse percentual, com 34,8% quando comparado com o ano anterior, um avanço de 19,7% no valor das cargas monitoradas.
“Os dados mostram que as tecnologias de gerenciamento de riscos e os programas de capacitação de motoristas e prevenção de acidentes têm resultados diretos no aumento da segurança no transporte de cargas, já que, mesmo disparando o número de corridas monitoradas, o número de acidentes não acompanhou esse desenvolvimento”, completa o especialista.
Ainda de acordo com o relatório, a precariedade das rodovias, junto com condições meteorológicas adversas e fatores humanos de conduta e comportamento são as principais causas dos acidentes. Segundo dados da Onisys, produto de prevenção de acidentes da nstech, os principais desvios críticos encontrados são: excesso de velocidade, RPM excedido, aceleração brusca em curva ou arrancada brusca, freada brusca, fadiga (sinais de cansaço, bocejo e sonolência), distração, não uso de cinto de segurança, mão fora do volante, objetos soltos na cabine, uso de celular e interação com objetos.
“Com apoio da tecnologia, é possível mapear quais são e com que frequência esses atos inseguros acontecem ao longo das viagens e, assim, as transportadoras podem atuar de forma mais assertiva, orientando e corrigindo condutas antes que evoluam para situações críticas. Nesse meio, a segurança passa, cada vez mais, pela capacidade de converter dados em decisões operacionais. Mais do que tecnologia, trata-se de uma mudança de mentalidade, em que a segurança deixa de ser reativa e passa a ser contínua, orientada por dados e determinante para a competitividade do negócio”, finaliza Thiago Azevedo.
Sobre a nstech:
A nstech é a maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira. Reúne mais de 100 soluções que hoje atendem cerca de 75 mil clientes do setor, incluindo as maiores empresas do mundo. Centrada na resolução das dores de todo o ecossistema logístico, a nstech é criadora da categoria TNS – Transportation Network System. A rede logística integrada conecta, de forma fluida e inteligente, empresas e elos da cadeia logística por meio de uma plataforma única, que reúne mais de 100 soluções para que as empresas possam evoluir seus negócios, crescer mais gastando menos, fazer entregas mais eficientes e impactar a sociedade ao reduzir a emissão de CO2, acidentes e roubos.
Reúne mais 2,3 milhões de motoristas em seu banco de dados, o maior do Brasil, e está presente em 15 países — Angola, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, EUA, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. A nstech impulsiona as empresas para o futuro com o propósito de transformar o mundo por meio da logística.
