Mudança de patamar na digitalização faz organizações tratarem internet como infraestrutura crítica; mercado de cloud deve movimentar US$ 77,5 bilhões

A expansão acelerada da digitalização no corporativo brasileiro provocou uma mudança estrutural na forma como as empresas gerenciam seus custos de tecnologia. Com a migração massiva de sistemas de gestão, inteligência artificial e bancos de dados para a computação em nuvem, a conectividade deixou de ser tratada como um mero serviço de suporte de escritório para se tornar um ativo de infraestrutura crítica. Para evitar falhas operacionais e prejuízos financeiros, companhias de médio e grande porte estão elevando os investimentos na transição da banda larga comum para links dedicados à internet.

O movimento acompanha o forte avanço dos investimentos em tecnologia no país. De acordo com um levantamento global da Fortune Business Insights, o mercado brasileiro de computação em nuvem deve saltar de US$ 20,3 bilhões para US$ 77,5 bilhões até 2032. À medida que a operação das empresas passa a rodar de forma remota e em tempo real, a tolerância a oscilações de rede ou quedas de sinal reduziu-se a zero. 

Já conforme a pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, 92% das empresas brasileiras já utilizam internet via fibra óptica, o que demonstra que o foco do mercado mudou da busca por acesso para a busca por estabilidade extrema. Essa mudança no perfil de exigência tem reconfigurado a atuação dos provedores e operadoras de telecomunicações. 

Empresas como a LOViZ, empresa de telecomunicações especializada em soluções digitais e fornecimento de internet em fibra óptica, telefonia fixa e móvel, TV e streaming, registram uma forte expansão na busca por pacotes de Link Dedicado em pólos industriais e comerciais. Ao contrário da banda larga residencial ou comercial tradicional, que opera em um modelo de rede compartilhada entre múltiplos usuários, o link dedicado entrega uma conexão exclusiva com banda simétrica, o que garante a mesma velocidade para download e upload de dados pesados, além de rotas de contingência automáticas.

Na avaliação de Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o mercado corporativo vive um amadurecimento onde o custo do chamado downtime (tempo de inatividade) entrou direto na planilha dos diretores financeiros.

“Notamos uma mudança clara de comportamento. Antes, a internet dedicada era um produto restrito a multinacionais ou empresas nativas digitais. Hoje, redes de varejo tradicionais, hospitais e polos logísticos nos procuram porque entenderam que, se a rede oscila, a operação inteira congela. Quando a internet apresenta falhas, o impacto financeiro é imediato no faturamento e no atendimento ao cliente”, explica Reinaldo.

A expectativa é que essa corrida para blindar as redes corporativas dite o ritmo dos investimentos em telecomunicações nos próximos trimestres, impulsionada pela chegada de tecnologias ainda mais dependentes de processamento imediato, como a inteligência artificial. Para o executivo da LOViZ, o mercado caminha para um cenário onde a estabilidade de conexão deixa de ser uma métrica técnica de TI para se consolidar como um indicador de eficiência financeira.

“Com o mercado de nuvem caminhando para o patamar dos US$ 77 bilhões, a tolerância do cliente e do investidor para falhas operacionais é zero. A previsibilidade da rede não é mais um diferencial ou um luxo para poucas multinacionais, mas sim uma barreira de entrada indispensável para a sobrevivência e crescimento de qualquer empresa no mercado digital”, finaliza o CEO.

Nuvem DesconectadaLink dedicasoPedro Reinaldo - CEO da LOViZ
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Wesley Souza
Executivo de Contas Sênior
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