Quando falamos sobre superendividamento, muitas vezes imaginamos tratar-se apenas de um problema financeiro. Porém, a realidade é muito mais profunda.
O superendividamento é, em grande medida, o reflexo de fragilidades estruturais que começam muito antes da assinatura de um contrato ou da utilização de um cartão de crédito. Ele encontra terreno fértil em uma educação que, por décadas, tem enfrentado dificuldades para cumprir plenamente seu papel formador.
Uma sociedade que não ensina seus jovens a compreender o valor do planejamento, do consumo consciente e da responsabilidade financeira acaba expondo seus cidadãos a riscos cada vez maiores. E esses riscos se ampliam em um mundo digital, onde o crédito é oferecido em poucos cliques, onde golpes virtuais se multiplicam e onde as apostas online seduzem milhares de pessoas com falsas promessas de ganhos fáceis.
O resultado é preocupante: famílias comprometem sua renda, perdem sua tranquilidade e, muitas vezes, sua própria dignidade ao não conseguirem honrar compromissos essenciais para a sobrevivência.
É verdade que o Brasil avançou ao criar mecanismos legais de proteção ao consumidor superendividado. Porém, nenhuma legislação será suficiente se não atacarmos a origem do problema.
Investir em educação de qualidade e em educação financeira não é apenas uma política pública; é uma estratégia de transformação social. É dar às pessoas a capacidade de decidir melhor, planejar melhor e viver com mais autonomia.
Combater o superendividamento significa, acima de tudo, construir cidadãos mais preparados para os desafios do presente e mais livres para reconstruir o próprio futuro.
É chegado o tempo da reconstrução, precisamos iniciar.
-“É tempo de viver coisas novas.
Nos preparemos.”
Vitor Augusto Koch
Administrador
CRA-RS 042/810
Pres.FCCS-RS – Gestora Quod
