A expansão na infraestrutura tem conclusão estimada para início de 2027, novo projeto otimiza o escoamento de granéis líquidos e prevê a expansão da capacidade de transferência para 50 milhões de toneladas.
Porto Sudeste, porto privado localizado na Baía de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro, deu início às obras de construção de novos dolfins —estruturas marítimas que permitem a atracação e amarração de embarcações— em seu terminal. O investimento de R$ 177 milhões visa ampliar as operações no segmento de Petróleo e Gás, capturando o forte crescimento de produção na costa brasileira. No último ano, a companhia realizou 19 operações de granéis líquidos, o que reforça seu portfólio para além da movimentação de minério de ferro.

— A ampliação da nossa infraestrutura chega em um momento crucial para o setor energético nacional. A localização geográfica do Porto Sudeste posiciona o ativo como uma engrenagem estratégica incontestável para a logística e escoamento da produção de petróleo originária da província do pré-sal— conta Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste. Atento a este movimento de mercado, que registou forte aceleração de volumes a partir de 2022, o porto avançou na diversificação de cargas e deu início às operações de transbordo de granéis líquidos — petróleo e derivados.
As obras, integralmente licenciadas, incluem uma estrutura marítima e de segurança, composta pela construção de seis dolfins de amarração e dois dolfins de atracação. O projeto contempla ainda a implementação de uma plataforma de apoio equipada com sala elétrica centralizada e um moderno sistema de combate a incêndio. Com esse aparato, a capacidade de transferência exclusiva para granéis líquidos será expandida para 50 milhões de toneladas – volume este que se somará à capacidade atual do porto, que é 50 milhões de toneladas por ano.
O grande diferencial competitivo proporcionado pelo novo projeto é viabilizar, com máxima otimização, a operação de Transbordo a Contrabordo (TCA — Double Banking). Por ser uma modalidade logística altamente segura e estruturada, ela atua de forma direta no alívio do histórico gargalo de escoamento de petróleo que desafia as petrolíferas que atuam no Brasil. As condições naturais de localização do Porto Sudeste, em águas abrigadas da Baía de Sepetiba, e com baixa variação de maré favorecem que a operação seja realizada de forma segura, sem interferências causadas pelas variações climáticas.

—Hoje, o Porto Sudeste compartilha o píer entre granéis sólidos e líquidos. Com a implantação dos dolfins de atracação, passaremos a destinar cada espaço a uma finalidade específica, elevando a eficiência, a segurança e a previsibilidade das operações. Esse avanço permite diversificar as exportações, ampliar a atuação em petróleo e derivados e, ao mesmo tempo, manter o minério de ferro como nosso carro-chefe operacional — conclui Jayme.
O presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, destaca que os portos privados, como o associado Porto Sudeste, além de relevantes para a comunidade local, contribuem para o fortalecimento da economia do Estado do Rio e do país.
—Os investimentos dos portos privados geram empregos, renda e impostos nas regiões onde atuam e tornam mais eficiente a logística brasileira. Assim, aumentam a competitividade de diferentes setores da economia brasileira inseridos no mercado global —diz o presidente da ATP, que representa 40 companhias responsáveis por 78 terminais portuários privados no Brasil, atuantes em segmentos como petróleo e gás, mineração, siderurgia, agronegócio, contêineres e complexos logísticos. Juntas, as empresas movimentam cerca de 60% da carga portuária brasileira e respondem pela geração de 74 mil empregos diretos e indiretos.

Porto Sudeste — O Porto Sudeste é um porto privado, projetado para movimentar granéis sólidos e líquidos. É um dos mais eficientes do Brasil, com capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas por ano, com licença de expansão para até 100 milhões de toneladas/ano. Localizado em área abrigada na Baía de Sepetiba, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ), o empreendimento é considerado estratégico para o escoamento da produção de minério de ferro vindo de Minas Gerais, e para as operações de transbordo de petróleo e derivados dos navios que vêm da Bacia de Santos, berço do pré-sal. O Porto Sudeste gera empregos para a região, aumenta a arrecadação de impostos e promove o desenvolvimento para o município de Itaguaí. | www.portosudeste.com
