Não sou filiado a partido político. Nunca fui.

Mas ser apartidário não significa ser indiferente ao que acontece no Brasil. Pelo contrário. A política influencia nossas vidas, nossos empregos, nossos investimentos, nossas empresas e o futuro dos nossos filhos.

“O que me preocupa, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”

Ao ler o editorial do Estadão, “Brasília enlouqueceu”, não consegui deixar de refletir sobre a trajetória que estamos construindo como país.

A pergunta que me faço é:

Estamos aprendendo com os erros da história ou caminhando para repeti-los?

Enquanto boa parte da população está naturalmente envolvida com a Copa do Mundo e com a polarização política, Executivo e Legislativo parecem disputar uma corrida para ver quem entrega mais benefícios, mais subsídios e mais gastos em ano eleitoral.

Uma espécie de competição das “bondades terríveis”.

Terríveis porque a conta nunca desaparece.

Ela apenas é transferida para o futuro.

E o futuro chega.

Chega na forma de:

✔️ dívida pública crescente;

✔️ juros estratosféricos;

✔️ inflação persistente;

✔️ aumento da carga tributária;

✔️ perda do poder de compra;

✔️ desvalorização da moeda;

✔️ redução da capacidade de investimento do país;

✔️ empobrecimento gradual da população.

O brasileiro sente isso no supermercado, na farmácia, na escola dos filhos e nas contas do fim do mês.

E, perdoem o trocadilho:

Hoje, se o brasileiro quiser comprar uma picanha, talvez tenha que deixar o fígado no açougue.

Não se trata de direita ou esquerda.

Não se trata de Lula ou Bolsonaro.

Trata-se de responsabilidade fiscal.

Trata-se de respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição.

Trata-se de entender que prosperidade não nasce de endividamento permanente, nem de populismo econômico.

Países não quebram de uma vez.

Eles vão se deteriorando aos poucos.

Primeiro perde-se o poder de compra.

Depois vêm os juros elevados, a fuga de investimentos, a perda da confiança e, por fim, a estagnação econômica.

Não gosto de comparações simplistas, mas seria ingenuidade ignorar que diversas nações da América Latina trilharam caminhos semelhantes e pagaram um preço altíssimo.

Ainda há tempo para mudar.

O Brasil continua sendo um país extraordinário, com recursos naturais abundantes, uma população empreendedora e enorme potencial de crescimento.

Mas nenhuma nação prospera indefinidamente gastando mais do que arrecada e transferindo a conta para as próximas gerações.

No final, governos passam.

As dívidas ficam.

E quem paga essa conta somos todos nós.

Ser apartidário não é ficar em cima do muro.

É colocar o Brasil acima das ideologias.

“A Lei da Gravidade continua valendo. Na economia, assim como na física, ignorá-la não elimina suas consequências.”

Eduardo Corrêa

Empresário

Deixe um comentário

×