Não sou filiado a partido político. Nunca fui.
Mas ser apartidário não significa ser indiferente ao que acontece no Brasil. Pelo contrário. A política influencia nossas vidas, nossos empregos, nossos investimentos, nossas empresas e o futuro dos nossos filhos.
“O que me preocupa, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”
- Martin Luther King Jr. –
Ao ler o editorial do Estadão, “Brasília enlouqueceu”, não consegui deixar de refletir sobre a trajetória que estamos construindo como país.
A pergunta que me faço é:
Estamos aprendendo com os erros da história ou caminhando para repeti-los?
Enquanto boa parte da população está naturalmente envolvida com a Copa do Mundo e com a polarização política, Executivo e Legislativo parecem disputar uma corrida para ver quem entrega mais benefícios, mais subsídios e mais gastos em ano eleitoral.
Uma espécie de competição das “bondades terríveis”.
Terríveis porque a conta nunca desaparece.
Ela apenas é transferida para o futuro.
E o futuro chega.
Chega na forma de:
✔️ dívida pública crescente;
✔️ juros estratosféricos;
✔️ inflação persistente;
✔️ aumento da carga tributária;
✔️ perda do poder de compra;
✔️ desvalorização da moeda;
✔️ redução da capacidade de investimento do país;
✔️ empobrecimento gradual da população.
O brasileiro sente isso no supermercado, na farmácia, na escola dos filhos e nas contas do fim do mês.
E, perdoem o trocadilho:
Hoje, se o brasileiro quiser comprar uma picanha, talvez tenha que deixar o fígado no açougue.
Não se trata de direita ou esquerda.
Não se trata de Lula ou Bolsonaro.
Trata-se de responsabilidade fiscal.
Trata-se de respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição.
Trata-se de entender que prosperidade não nasce de endividamento permanente, nem de populismo econômico.
Países não quebram de uma vez.
Eles vão se deteriorando aos poucos.
Primeiro perde-se o poder de compra.
Depois vêm os juros elevados, a fuga de investimentos, a perda da confiança e, por fim, a estagnação econômica.
Não gosto de comparações simplistas, mas seria ingenuidade ignorar que diversas nações da América Latina trilharam caminhos semelhantes e pagaram um preço altíssimo.
Ainda há tempo para mudar.
O Brasil continua sendo um país extraordinário, com recursos naturais abundantes, uma população empreendedora e enorme potencial de crescimento.
Mas nenhuma nação prospera indefinidamente gastando mais do que arrecada e transferindo a conta para as próximas gerações.
No final, governos passam.
As dívidas ficam.
E quem paga essa conta somos todos nós.
Ser apartidário não é ficar em cima do muro.
É colocar o Brasil acima das ideologias.
“A Lei da Gravidade continua valendo. Na economia, assim como na física, ignorá-la não elimina suas consequências.”
Eduardo Corrêa
Empresário

