A empresa fechou a venda de 10 mil créditos de carbono ligados a um projeto de captura e armazenamento permanente de CO₂ em Lucas do Rio Verde. A tecnologia utilizada é conhecida como BECCS (Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono), considerada uma das principais apostas globais para remoção efetiva de carbono da atmosfera.

O projeto prevê capturar o CO₂ gerado durante a produção de etanol de milho e armazená-lo em formações geológicas profundas. A estimativa é que a unidade consiga armazenar cerca de 423 mil toneladas por ano, totalizando aproximadamente 12 milhões de toneladas ao longo de 30 anos 🌎

Os créditos seguem a metodologia da Gold Standard, uma das certificações mais reconhecidas do mercado voluntário de carbono. Em uma das operações já negociadas, o crédito foi comercializado por cerca de US$ 150 por tonelada.

A iniciativa reforça uma tendência crescente no agro: além de produzir alimentos, energia e biocombustíveis, empresas começam a monetizar práticas sustentáveis e transformar carbono em ativo econômico. Para o setor, o movimento mostra que o etanol de milho pode gerar valor tanto no combustível quanto no mercado ambiental.

Fonte: Globo Rural

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