Para enfrentar o problema, empresas aceleram a adoção de tecnologias; índice já chega a 75% nas economias mais avançadas

A atividade mineral é o motor de dois terços do saldo positivo da balança comercial do Brasil e deve receber US$ 76,9 bilhões em investimentos até 2030, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Em um setor que opera 24 horas por dia, no entanto, qualquer interrupção custa caro. Uma pesquisa da GlobalData revela que o tempo de inatividade não planejada custa impressionantes US$ 15 bilhões anuais ao setor globalmente.
Para combater esse gargalo, a mineração acelera a transformação digital. Dados do Intergovernmental Forum on Mining, Minerals, Metals and Sustainable Development (IGF) mostram que a taxa de adoção de novas tecnologias já atinge 75% nas minas de economias avançadas, contra 45% nos mercados emergentes.
“Na mineração, durabilidade e robustez impactam diretamente o custo total de operação (TCO). Qualquer falha de equipamento gera paradas, perda de produtividade e explosão nos custos de manutenção”, afirma Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil, operação nacional da fabricante global de ferramentas industriais de alta performance.

Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil
O verdadeiro custo do “Downtime”
Paula explica que a compra de ferramentas no setor não se baseia no preço nominal, mas na capacidade de suportar ambientes severos e reduzir o downtime (tempo de máquina parada).
“Muitas vezes, o maior prejuízo não é o valor da ferramenta, mas o minuto em que a operação fica paralisada. Equipamentos mais confiáveis e autônomos pagam-se rapidamente ao manter o fluxo produtivo ativo”, pondera a executiva.
Tecnologia de ponta e economia real
Como exemplo prático dessa eficiência, a CEO destaca a chave de impacto M18 FUEL™ 1″ (modelo 2867-259N) da Milwaukee. Desenvolvida para aplicações extremas, como manutenção de britadores, correias transportadoras e ferrovias, a ferramenta substitui sistemas pneumáticos sem depender de compressores ou mangueiras.
O impacto financeiro dessa troca é imediato:
- Agilidade em Campo: Em manutenções típicas de 100 a 200 parafusos, economizar apenas 20 segundos por fixador poupa mais de uma hora de trabalho por intervenção.
- Redução de Custos Diretos: Em 20 intervenções mensais, a economia ultrapassa 20 horas de manutenção. Considerando o custo de uma equipe especializada, a redução passa de R$ 70 mil por ano apenas em mão de obra.
- Ganho de Produtividade: Em ativos críticos (escavadeiras e perfuratrizes), uma hora parada pode custar dezenas de milhares de reais. Recuperar 20 horas de disponibilidade ao longo do ano pode preservar centenas de milhares — ou até milhões — de reais em capacidade produtiva.
“Ferramentas potentes e a bateria não são gastos de manutenção; são estratégia de produtividade. Quanto mais rápido o ativo retorna à operação, maior a eficiência do negócio”, complementa a executiva.
Setor em expansão
De olho nesse mercado exigente, a Milwaukee expande suas linhas de alta performance a bateria, oferecendo potência equivalente ou superior às ferramentas pneumáticas, com o diferencial da mobilidade total.
O investimento faz sentido: o setor mineral brasileiro segue em forte ritmo de crescimento. No primeiro trimestre de 2026, o faturamento da mineração subiu 6% em comparação ao mesmo período de 2025, atingindo R$ 77,9 bilhões e gerando R$ 26,9 bilhões em tributos, segundo dados do Ibram.
MAIS INFORMAÇÕES
Sobre a Milwaukee Brasil: www.milwaukeebrasil.com
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referências
https://www.iisd.org/system/files/2025-12/new-technologies-mining-impact.pdf
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