Iniciativa certificou mais de 50 mulheres em Barcarena e Miritituba, promoveu 480 horas de capacitação e transformou resíduos têxteis em mais de 1,2 mil peças produzidas
A Hidrovias do Brasil concluiu, em junho, mais uma etapa do Programa Tecer com a certificação de duas novas turmas em Barcarena e Miritituba, no Pará. Ao todo, mais de 50 mulheres finalizaram a formação em corte, costura e empreendedorismo, após seis meses de capacitação voltada à geração de renda, ao fortalecimento da autonomia feminina e ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades atendidas.
Somadas, as duas turmas contabilizaram 480 horas de aula, distribuídas em três módulos. Como resultado das atividades, foram confeccionadas cerca de 1.210 peças, com o reaproveitamento de 320 quilos de materiais. Em Barcarena, a renda média das participantes cresceu 76%, enquanto em Miritituba o aumento chegou a 88%, reforçando o potencial da iniciativa para ampliar oportunidades de inserção produtiva.
A sustentabilidade também é um dos pilares do programa. Em Miritituba, os materiais reaproveitados na confecção das peças foram concedidos por meio de uma parceria entre a Hidrovias do Brasil com o Lixo Xiqui, contribuindo para dar nova destinação a resíduos têxteis e incentivar práticas de economia circular. Nas duas turmas, as participantes desenvolveram peças autorais, como vestuários, bolsas, mochilas e outros itens produzidos a partir da reutilização dos materiais.
As cerimônias de encerramento celebraram a trajetória das alunas e os resultados alcançados ao longo da formação. Em Barcarena, o evento contou com desfile de peças exclusivas e sustentáveis produzidas pelas participantes. Já em Miritituba, a programação incluiu falas institucionais, depoimento de transformação social, entrega simbólica de um kit de enxoval a uma moradora grávida atendida pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), desfile das alunas, entrega dos certificados e registros finais.
Em Miritituba, a parceria com o CRAS é fundamental para a execução do Programa Tecer. Além de atuar no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, o órgão apoia a identificação e mobilização das participantes, contribuindo para que a iniciativa chegue ao público-alvo. O curso também é realizado em suas dependências, com a disponibilização de salas, datashow e demais recursos necessários para as aulas.
Para Raize Lopes Barbosa, aluna da turma de Miritituba, a experiência foi além do aprendizado técnico. “Quando entrei no Programa Tecer, eu não sabia costurar e tinha muita dificuldade para me comunicar por causa da timidez. Ao longo do curso, aprendi uma nova profissão, ganhei confiança e descobri novas possibilidades por meio do reaproveitamento de materiais”, afirma.
“O Programa Tecer nasce da convicção de que a geração de oportunidades é um importante caminho para promover transformação social e desenvolvimento nos territórios onde estamos presentes. Ao investir na qualificação profissional e no fortalecimento do empreendedorismo feminino, contribuímos para que mais mulheres ampliem sua autonomia, desenvolvam novas fontes de renda e construam perspectivas mais promissoras para o futuro”, afirma Érika Pardini, gerente de Comunicação Institucional e Sustentabilidade da Hidrovias do Brasil.
Criado em 2021, no município de Itaituba, o Programa Tecer completa cinco anos de atuação, transformando vidas por meio da formação na produção têxtil, da oferta de mentorias e da participação em eventos comerciais. A iniciativa tem como propósito fortalecer a autonomia feminina, incentivar o empreendedorismo e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades atendidas.
Sobre a Hidrovias do Brasil
A Hidrovias do Brasil (HBSA) é uma empresa de logística multimodal pautada por uma visão de longo prazo e que conecta a América Latina aos mercados globais. A Companhia presta serviços em corredores estratégicos da América do Sul, movimentando cargas por rios e terminais portuários. Conta com três operações: Corredor Norte, Corredor Sul e a Operação em Santos. Pelo Corredor Norte, transporta 7,2 milhões de toneladas anuais dos grãos que vêm do Centro-Oeste e passam pela hidrovia do Rio Tapajós, entre Itaituba e Barcarena (PA). No Corredor Sul, movimenta pela hidrovia Paraguai-Paraná quase 6 milhões de toneladas por ano de minério de ferro, fertilizantes e celulose. Em Santos, no maior porto do Hemisfério Sul, movimenta sal e fertilizantes, com capacidade anual de até 2,5 milhões de toneladas.
Empresa integrante do Grupo Ultra, a Hidrovias do Brasil defende a multimodalidade como forma de otimizar fluxos logísticos e reduzir o impacto ambiental, além de promover a excelência para a logística nacional. Em 15 anos de atuação, a HBSA consolidou-se como referência no transporte hidroviário de cargas, dentro de um elevado padrão de governança corporativa e sustentabilidade, que a levou a fazer seu IPO no Brasil em 2020, sendo listada no Novo Mercado da B3 e passando a integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) em 2024. Mais informações: www.hbsa.com.br.
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