Por Vicente Abate
Presidente da ABIFER

A ABIFER e suas associadas estão alinhadas aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, cujas metas fazem parte da Agenda 2030 da organização, data em que se espera cumprir estes objetivos, com o propósito primordial de atingirmos em 2050 o desejado “net zero”.
Todos objetivos são importantes, mas um dos principais é o de número 7, que defende o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia proveniente de fontes renováveis e limpas, para uma perfeita transição energética, com especial atenção às necessidades das pessoas e de países em situação de maior vulnerabilidade. Trata-se de um compromisso inadiável da sociedade como um todo para o “net zero” de 2050.
O Brasil possui em sua matriz energética recursos hídricos de excelência para alcançar estes objetivos.
Ressalte-se a nossa produção de etanol, que vem desde a década dos anos 70, essencial para os novos combustíveis do futuro. Etanol que vem de nossas plantações de cana de açúcar e do milho, mais recentemente.
A nova fronteira que estamos experimentando é o Hidrogênio Verde, cuja tecnologia de produção e de armazenamento não é trivial, esbarrando em questões econômicas.
O Brasil possui cinco portos preparados para esta produção: Pecém (CE), Suape (PE), do Açu (RJ), Santos (SP) e Aratu-Candeias (BA), bem como empresa fabricante de eletrolisadores, que já está sendo instalada no Polo Petroquímico de Camaçari (BA).
Do lado da indústria ferroviária brasileira, veículos movidos a hidrogênio já estão sendo desenvolvidos nas matrizes de suas associadas, como trens de passageiros e locomotivas com célula de hidrogênio, que serão fabricados no País tão logo tenhamos o hidrogênio verde produzido aqui em escala comercial.
Este desafio também está presente na fabricação de vagões de carga, equipamento que, embora tracionado, poderá gerar eficiência energética de 8,5%, já comprovada por testes de vagões em túnel de vento, realizados pela fabricante GBMX no CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica) de São José dos Campos, no Estado de São Paulo.
São ações desenvolvidas através da interação entre técnicos da indústria e das concessionárias ferroviárias de cargas e de passageiros.
O tempo urge e requer participação ativa de todos cidadãos, para que nosso planeta não seja apenas preservado hoje, mas seja deixado como um legado para as gerações futuras.
