
E É SÓ NOTÍCIA BOA!
O MobiCaxias participou, na quinta-feira, da reunião do Grupo Temático de Logística do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) da FIERGS, que reuniu representantes das concessionárias Rota de Santa Maria e Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) para debater o andamento das obras de reconstrução da malha rodoviária estadual, os desafios enfrentados após as enchentes de 2024 e a necessidade de investimentos voltados à resiliência climática.
Representando o MobiCaxias, participaram da reunião os voluntários e conselheiros do Coinfra Paulo Menzel, Rogério Rodrigues, Ruben Bisi e Rodrigo Postiglione, que acompanharam, de forma presencial e on-line, os debates sobre os principais desafios da infraestrutura logística do Rio Grande do Sul. A participação reforça o compromisso do MobiCaxias em contribuir ativamente com as discussões técnicas e institucionais, acompanhando as ações voltadas à recuperação da malha rodoviária, ao fortalecimento da competitividade regional e à defesa de investimentos estratégicos para o desenvolvimento da Serra Gaúcha e do Estado.
O encontro, conduzido pelo coordenador do Grupo Temático de Logística, Sergio Klein, ocorreu na sede da FIERGS e teve como objetivo compreender as principais demandas das concessionárias diante dos impactos causados pelos eventos climáticos extremos, além de discutir medidas para fortalecer a infraestrutura logística e a competitividade da indústria gaúcha.
Durante a reunião, também foi apresentada uma atualização das demandas levantadas pelo programa Rota FIERGS, iniciativa que percorre diferentes regiões do Estado para identificar necessidades da indústria na área de logística. Entre os encaminhamentos definidos, está o contato com empresários das regiões visitadas para detalhar e priorizar os principais pleitos apresentados, permitindo que os grupos temáticos desenvolvam propostas e acompanhem a evolução das demandas.
O diretor-geral da Rota de Santa Maria, Leandro Conterato, apresentou o andamento da reconstrução da RSC-287, importante ligação entre as principais cidades da região central do Rio Grande do Sul. A concessionária administra a rodovia desde 2021, por meio de um contrato de concessão de 30 anos, que prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões, incluindo a duplicação de praticamente toda a extensão da via.
Durante a apresentação, foram detalhados os impactos das enchentes de 2024, que provocaram a destruição de aproximadamente 100 quilômetros da rodovia e o colapso de diversas pontes. Também foram apresentadas as soluções adotadas para restabelecer o tráfego, além das novas premissas técnicas definidas para a reconstrução da infraestrutura, contemplando sistemas de drenagem reforçados e pontes projetadas para suportar eventos climáticos mais severos.
A concessionária informou ainda que as obras de recuperação contam com estimativa de R$ 720 milhões em investimentos adicionais, chegando a R$ 1,72 bilhão considerando o conjunto das intervenções previstas. Até o momento, duas intervenções já foram concluídas, totalizando 12 quilômetros entregues e aproximadamente R$ 130 milhões investidos. O cronograma prevê entregas mensais de novos trechos, com obras estimadas entre 12 e 18 meses, conforme as características de cada segmento.
Outro destaque foi a implantação do sistema de pesagem dinâmica (HSUI), já instalado e em fase de calibração. A homologação pelo Inmetro está prevista para a primeira semana de agosto. Após essa etapa, será iniciada uma fase educativa para coleta de dados e ajustes operacionais antes do início das autuações oficiais, em conjunto com os órgãos de fiscalização.
Na sequência, o diretor-presidente da Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Ricardo Peres, detalhou as ações emergenciais realizadas durante e após as enchentes de 2024, bem como as intervenções estruturais desenvolvidas para solucionar as instabilidades geotécnicas registradas em pontos críticos das rodovias sob concessão. Segundo a concessionária, as obras buscam aumentar a segurança e garantir maior resistência da infraestrutura frente a futuros eventos climáticos.
Durante as discussões, o Sistema FIERGS reforçou a importância da repactuação dos contratos de concessão junto ao Governo do Estado para contemplar os custos adicionais decorrentes da reconstrução emergencial e das obras definitivas de adaptação às mudanças climáticas. A entidade também destacou a necessidade de conclusão dos trechos contemplados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), destinado à recuperação da infraestrutura gaúcha.
Outro tema abordado foi o levantamento das prioridades de infraestrutura identificadas pelo programa Rota FIERGS. Em 2026, a iniciativa já percorreu as regiões Metropolitana, Vale dos Sinos, Central, Vale do Taquari e Caí e Noroeste, reunindo demandas regionais que servirão de base para propostas voltadas ao fortalecimento da logística, da competitividade e do desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.
Ao final da reunião, também foram reforçadas as próximas agendas do Grupo Temático de Logística, entre elas a audiência pública sobre a Malha Sul, marcada para 29 de julho, e a apresentação do Planejamento Estratégico do Porto CRS, em 12 de agosto, que também sediará a reunião de agosto do GT Logística.
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