Crescimento da frota e da demanda por manutenção leva empresas do aftermarket a ampliar operações e fortalecer oferta de motopeças em mercados regionais

O crescimento acelerado do mercado de motocicletas está redesenhando a cadeia brasileira de reposição automotiva. Com a produção nacional projetada para ultrapassar 2,07 milhões de unidades e os licenciamentos previstos para alcançar 2,3 milhões em 2026, aumenta também a demanda por manutenção preventiva, disponibilidade de peças e operações logísticas capazes de atender uma frota cada vez mais distribuída pelo interior do país.  

Para a Fortbras, uma das principais plataformas de varejo de autopeças do Brasil, esse movimento consolida uma transformação estrutural no aftermarket nacional, com o setor acompanhando as mudanças no perfil da mobilidade brasileira. Além do uso crescente das motocicletas para deslocamentos diários, o veículo tornou-se ferramenta de trabalho para milhões de brasileiros e ganhou protagonismo em cidades médias e pequenas, onde representa uma alternativa de mobilidade mais acessível e eficiente. 

“O crescimento da motocicleta representa uma mudança importante na mobilidade brasileira e tem reflexos diretos sobre toda a cadeia de reposição. O desafio não está apenas em oferecer peças, mas em garantir disponibilidade, logística eficiente e proximidade com oficinas e consumidores em mercados que crescem de forma acelerada, especialmente fora dos grandes centros urbanos”, afirma Marco Avelino, Diretor Comercial da Fortbras

Crescimento da frota amplia oportunidades para o aftermarket 

desempenho da indústria reforça essa tendência. Entre janeiro e maio de 2026, foram produzidas 932.522 motocicletas, volume 10,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e o segundo melhor resultado da série histórica para os cinco primeiros meses do ano, segundo a Abraciclo. 

Ao mesmo tempo, a distribuição da frota evidencia o avanço das motocicletas para além das capitais. Levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostra que estados como Maranhão, Piauí, Pará, Acre e Rondônia já possuem mais motocicletas, motonetas e ciclomotores do que automóveis registrados, evidenciando a importância crescente desse modal em diferentes regiões do país. 

Com mais veículos em circulação, cresce também a necessidade de reposição de componentes sujeitos ao desgaste natural, como sistemas de freio, transmissão, filtros, lubrificantes e pneus, ampliando as oportunidades para distribuidores, varejistas, oficinas e fabricantes de autopeças. 

Para Marco Avelino, a expansão da frota exige uma cadeia de reposição cada vez mais próxima dos mercados regionais. 

“O aftermarket acompanha diretamente a evolução da frota. Hoje observamos um crescimento consistente da demanda em cidades médias e polos regionais, onde a motocicleta exerce papel essencial na mobilidade e na atividade econômica. Ter capilaridade logística, disponibilidade de produtos e proximidade com o cliente tornou-se um diferencial competitivo para todo o setor.” 

Interiorização do mercado orienta estratégia da Fortbras 

Esse cenário também influencia a estratégia de crescimento da Fortbras. Além da expansão de suas operações em diferentes regiões do país, a companhia fortalece gradualmente sua atuação no segmento de motocicletas por meio de bandeiras especializadas e da ampliação do portfólio em mercados regionais com maior demanda. 

Um exemplo desse movimento é a Jaicar, rede da Fortbras com atuação em Goiás e Tocantins, que recentemente ampliou sua oferta de produtos para motocicletas, acompanhando a evolução da frota regional e fortalecendo o atendimento às oficinas mecânicas e aos consumidores locais. 

“Quando observamos a evolução da motocicleta no Brasil, entendemos que não estamos falando apenas do crescimento de uma categoria de veículos, mas de uma transformação na mobilidade brasileira. Esse movimento exige uma cadeia de reposição preparada para atender diferentes mercados com eficiência, disponibilidade e proximidade. É essa evolução que orienta nossa estratégia de longo prazo”, conclui Marco Avelino. 


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Rodolfo Milone
rodolfo.milone@atdcgroup.com.br
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