O avanço da inteligência artificial deixou de impactar apenas grandes centros de distribuição e passou a ganhar espaço na logística de última milha, onde atrasos, desvios de rota, bloqueios viários e falhas operacionais têm impacto direto na experiência do consumidor. Empresas do setor começam a utilizar IA para analisar grandes volumes de dados em tempo real, aumentar a previsibilidade das entregas e direcionar as equipes para situações críticas antes que elas afetem a operação. Esse movimento acompanha a necessidade crescente de tornar cadeias logísticas mais eficientes em um cenário de expansão do e-commerce e de operações cada vez mais complexas.

Sanderson Pajeú, CEO e fundador da naPorta e responsável pelo desenvolvimento tecnológico da empresa, afirma que o diferencial da inteligência artificial está na capacidade de transformar informação em ação. “A IA não serve apenas para mostrar indicadores. Ela precisa ajudar a operação a agir antes que o problema aconteça. Quando conseguimos identificar padrões de atraso, cruzar informações de trânsito, bloqueios ou ocorrências regionais e orientar rapidamente nossas equipes, reduzimos impactos, aumentamos a eficiência e entregamos uma operação muito mais previsível.”

A tecnologia já faz parte da rotina operacional da naPorta, que movimenta aproximadamente 21 mil mercadorias por dia em diferentes regiões do país, incluindo territórios de difícil acesso. A inteligência artificial acompanha indicadores como tempo de coleta e entrega, desvios de rota, permanência de motoristas, tentativas de entrega, produtividade e ocorrências por região, além de cruzar esses dados com informações externas, como trânsito, alagamentos e bloqueios viários. O sistema também automatiza processos de leitura e validação documental, reduzindo tarefas repetitivas e diminuindo a incidência de erros operacionais.

Além dos ganhos de eficiência, especialistas apontam que a qualidade dos dados se tornou um dos principais fatores para o sucesso da inteligência artificial na logística. A tecnologia depende da integração entre sistemas, da consistência das informações e da supervisão humana para que recomendações sejam convertidas em decisões operacionais seguras. Nesse contexto, temas como roteirização dinâmica, previsão de atrasos, análise antifraude, alocação inteligente de motoristas e previsão de demanda passam a ocupar espaço cada vez maior nas estratégias das empresas do setor.

Para Sanderson Pajeú, a inteligência artificial não substitui a experiência das equipes, mas amplia sua capacidade de resposta diante da complexidade operacional. “A logística continuará sendo feita por pessoas. O papel da inteligência artificial é oferecer mais contexto, antecipar riscos e permitir que os profissionais concentrem seus esforços onde realmente podem gerar impacto. Quanto maior a capacidade de prever e agir rapidamente, mais resiliente e eficiente se torna toda a operação.”

Sobre a naPorta
A naPorta é uma empresa de logística que atua em regiões periféricas e de difícil acesso, utilizando tecnologia e inteligência artificial para aumentar a eficiência, previsibilidade e controle das operações. Com uma operação que movimenta cerca de 21 mil mercadorias por dia, a empresa se destaca pela conformidade com a LGPD e pela supervisão humana em decisões críticas, garantindo segurança e transparência.


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Gustavo Francisqueti
gustavo.francisqueti@mention.net.br
(11) 5217-0177

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