Engº Marcelo Perrupato e Silva
Assistindo hoje, 05/08/2026, à 62ª Reunião Aspen do IBESC – Frotas e Fretes Verdes, na sede da GBMX-Greenbier/AmstedMaxion, em Hortolândia-São Paulo, lembrei-me de algumas fases de Governos neste País, em que tínhamos a necessária e imprescindível continuidade dos programas de investimento na infraestrutura de transportes e nas demais áreas do desenvolvimento socioeconômico do País.
Refiro-me ao governo de Juscelino Kubitschek da década de 50 (1956-1961), em que foi programado o “50 anos em 5”, com um Plano de Metas que o jovem economista João Paulo dos Reis Veloso, como Ministro de Planejamento, aprimorou a ideia ao longo de duas décadas seguintes .
Consta, no folclore político, que o Presidente Juscelino teria dito a seus assessores na condução do Plano de Metas:
“Neste Plano de Metas, se alguém lhes disser que eu recomendei alguma alteração ou modificação, a ordem é que não me obedeçam”.
Isto é apenas uma analogia, pois era um Plano de apenas 5 anos, mas é emblemático para o desenvolvimento do País, através de um Planejamento de Estado de Longo Prazo, no sentido de sua necessária continuidade, independentemente dos Governos de plantão-que se renovam a cada 4 e, às vezes, 8 anos.
Todo Governo gosta e deseja ter obras ou projetos “pra chamar de seus” ! É compreensível, mas em infraestrutura o que deve prevalecer é o Brasil, representado por sua sociedade, que deve desejar ter várias obras ou projetos “pra chamar de seus”.
Só pra citar um exemplo, é preciso lembrar que a indústria que alimenta a infraestrutura de transportes, em especial a ferroviária, é qualificada como atividade de bens sob encomenda e não de consumo.
Não se compra trilhos, vagões e locomotivas nas prateleiras; é preciso ter uma programação de médio-longo prazo. Já, automóveis e caminhões, é possível ir a uma concessionária e escolher modelo e cor do cavalo mecânico e depois escolher a carroçaria por tipo de carga. Todos são necessários, integradamente, mas cada um a seu tempo e a suas características intrínsecas.
Em resumo, infraestrutura para o desenvolvimento socioeconômico do País é missão de Estado-com propostas de décadas, embora com possíveis ajustes e revisões, ao longo dos seus sucessivos períodos governamentais, em face de fatores exógenos ou imprevisíveis, seja na Economia local e mundial. seja na tecnologia e nas intercorrências ao longo da implantação das obras. Parabéns aos participantes, em especial ao estimado parceiro Paulo Resende, pela excelente apresentação.
