
Obra permitiria escoamento e recepção de cargas por porto a ser construído no Litoral gaúchoDivulgação DTA Engenharia/JC

Recentemente lançado pelo governo federal, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, entre os diversos projetos listados para aprimorar as condições de transporte no Brasil, fez menção à possibilidade de um empreendimento que combinaria dois modais no Rio Grande do Sul.
O documento, que é um mecanismo que busca fazer a orientação do planejamento de longo prazo do setor, indica como um eixo de transporte alternativo para eventuais estudos futuros a implantação de uma ferrovia entre Arroio do Sal (onde está prevista a construção de um porto) e Santa Maria , na região Central do Estado.
A conexão permitiria que cargas a partir do modal ferroviário chegassem e saíssem do terminal a ser instalado no Litoral Norte gaúcho. O município de Arroio do Sal, nos últimos anos, tem despertado a atração por parte de empreendedores interessados em constituir uma infraestrutura portuária no local. Um dos projetos mais avançados nesse sentido é o do Porto Meridional .
O complexo, que já foi declarado de utilidade pública pelo governo do Estado, está em processo de licenciamento ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) , que já realizou duas audiências públicas para dar andamento ao procedimento.
A estrutura prevê um investimento de aproximadamente R$ 6,5 bilhões e terá capacidade para movimentar até 53 milhões de toneladas em cargas por ano.
O presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura, Paulo Menzel, considera esperançosa a notícia de uma possível conexão férrea com o futuro terminal.
Na nova concessão da Malha Sul ferroviária, o assunto não ter sido mencionado pelos representantes do governo federal presentes no evento.
Contudo, apesar da inclusão dessa proposta no Plano Nacional de Logística 2050, Menzel adverte que esse planejamento ainda precisa abordar temas como as conexões ferroviárias entre as diversas regiões brasileiras e com nações vizinhas como o Uruguai e a Argentina.
Além disso, o presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura defende que é preciso pensar no fortalecimento da intermodalidade como uma forma de reduzir a dependência do País do segmento rodoviário.
