Estudo de R$ 5,4 milhões, financiado pelo BRDE, avaliará alternativas para a Malha Sul. Iniciativa busca subsidiar decisões sobre o futuro ferroviário de RS, SC e PR e fortalecer a defesa de uma infraestrutura eficiente.

E É SÓ NOTÍCIA BOA!
Estudo sobre o futuro da Malha Sul reforça pautas defendidas pelo MobiCaxias para a infraestrutura regional
O futuro da infraestrutura ferroviária do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná será objeto de um amplo estudo técnico, anunciado durante o Campo em Debate, realizado nesta quarta-feira (2), na Casa RBS, na Expointer. A iniciativa receberá investimento de R$ 5,4 milhões, via BRDE, e deverá fornecer subsídios para a definição de diretrizes e modelos para o modal ferroviário nos três estados.
O MobiCaxias participou do painel a convite do BRDE, acompanhando uma discussão diretamente relacionada a uma das principais pautas defendidas pela entidade para o desenvolvimento regional: a necessidade de uma infraestrutura logística integrada, eficiente e planejada para o longo prazo.
O anúncio também converge com as propostas apresentadas pelo MobiCaxias na Agenda Eleições 2026, especialmente no eixo Infraestrutura Regional, que estabelece como prioridade o fortalecimento da infraestrutura de transportes e da integração logística como fatores essenciais para ampliar a competitividade da Serra Gaúcha e do Rio Grande do Sul.
O anúncio foi feito pelo diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, durante o painel “O agro gaúcho precisa de trilhos?”. A discussão reuniu representantes do setor público, da indústria e do segmento ferroviário, colocando em evidência os desafios logísticos que afetam a competitividade da produção gaúcha.
Segundo Busatto, o consórcio vencedor da licitação já foi homologado, e a previsão é de que o contrato seja assinado ainda em setembro, dando início às avaliações técnicas.
ESTUDO DEVE CONTRIBUIR PARA UMA MODELAGEM MAIS ADEQUADA
A análise é considerada estratégica diante das discussões sobre o futuro da Malha Sul e das propostas de modelagem econômica e de divisão da infraestrutura ferroviária. A expectativa é que o trabalho permita aos três estados estabelecer critérios e demandas logísticas que considerem suas necessidades de desenvolvimento.
Nos últimos 30 anos, a malha ferroviária do Rio Grande do Sul passou de 3,2 mil quilômetros para 880 quilômetros, conforme os dados apresentados no debate. O Estado também enfrenta dificuldades de conexão com a malha nacional desde as enchentes de 2024.
Busatto destacou que as decisões relacionadas à infraestrutura ferroviária terão impactos sobre a economia gaúcha nas próximas décadas. A preocupação está relacionada à necessidade de garantir investimentos, modernização e condições de operação compatíveis com as demandas regionais.
FERROVIA E INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA ESTÃO ENTRE AS PRIORIDADES REGIONAIS
Para o MobiCaxias e Para Mobilização Regional Serra Gaúcha, o estudo anunciado pelo BRDE representa um avanço importante por colocar o planejamento ferroviário dentro de uma perspectiva regional e integrada. A iniciativa dialoga diretamente com a Agenda Eleições 2026, que busca mobilizar lideranças e candidatos em torno de projetos estruturantes capazes de transformar a infraestrutura e a competitividade do Rio Grande do Sul.
Entre essas prioridades está o Projeto Terminal Rodoferroviário de Vacaria, concebido como um importante equipamento de integração entre os modais rodoviário e ferroviário e como alternativa para ampliar a eficiência logística da região dos Campos de Cima da Serra.
A conexão entre o planejamento da Malha Sul e projetos estruturantes como o Terminal Rodoferroviário de Vacaria reforça a visão defendida pelo MobiCaxias de que a infraestrutura precisa ser planejada de forma sistêmica, considerando não apenas os corredores existentes, mas também os pontos estratégicos de conexão e distribuição da produção.
INFRAESTRUTURA FERROVIÁRIA É FUNDAMENTAL PARA A COMPETITIVIDADE
Para o secretário de Logística e Transportes do RS, Clóvis Magalhães, o estudo representa uma oportunidade para que os três estados balizem suas demandas e contribuam para uma avaliação mais adequada do futuro do modal.
O secretário também alertou para os possíveis impactos de um modelo que não contemple a atualização da infraestrutura gaúcha. Segundo ele, ao final de 30 anos, poderia haver uma diferença de aproximadamente 600 mil toneladas por ano entre os volumes operados e a capacidade atualmente instalada no Porto de Rio Grande.
Na avaliação do superintendente da Farsul, Fábio Avancini, a situação da infraestrutura ferroviária contribui para o aumento dos custos logísticos dos produtos gaúchos. Já o gerente-executivo do Complexo Industrial Soli3, Diego Piotto, ressaltou o potencial de ganho de eficiência proporcionado pelo transporte ferroviário.
De acordo com Piotto, a Soli3 retira 103 caminhões bitrem das estradas por dia ao utilizar a ferrovia, o equivalente a cerca de 33 mil viagens por ano entre Cruz Alta e o Porto de Rio Grande, considerando o transporte de farelo e soja. A estimativa apresentada é de um ganho de velocidade em torno de 50%.
TRILHOS EFICIENTES E PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO
O debate reforçou que a discussão sobre a Malha Sul não se limita à existência de trilhos, mas envolve a necessidade de uma infraestrutura eficiente, conectada e capaz de atender às demandas de produção, abastecimento e exportação.
O presidente do Sindicato dos Ferroviários do RS, João Calegari Morais, e o vice-presidente da Acergs, Caio Nemitz, também destacaram a importância do estudo como primeiro passo para o planejamento do futuro ferroviário.
Para o MobiCaxias, a iniciativa anunciada pelo BRDE está alinhada à mobilização que a entidade vem promovendo em torno da Agenda Eleições 2026 e de seus projetos estruturantes. A infraestrutura regional é um dos pilares para a construção de um ambiente mais competitivo, integrado e preparado para o crescimento econômico.
A modernização da Malha Sul, a ampliação das conexões ferroviárias e a implantação de estruturas como o Terminal Rodoferroviário de Vacaria fazem parte de uma mesma visão estratégica: reduzir gargalos, ampliar alternativas de transporte, diminuir custos logísticos e conectar de forma mais eficiente a produção da Serra Gaúcha e dos Campos de Cima da Serra aos mercados consumidores e aos corredores de exportação.
O estudo deverá contribuir para ampliar o conhecimento sobre as condições da infraestrutura existente e subsidiar decisões que considerem o papel da ferrovia no escoamento da produção, na redução de custos logísticos e na integração econômica dos três estados.
Planejamento que se transforma em infraestrutura
Para o MobiCaxias, suas entidades mantenedoras e apoiadoras e a Mobilização Regional Serra Gaúcha, transformar planejamento em infraestrutura é essencial para que o Rio Grande do Sul recupere sua competitividade e construa, desde já, as conexões logísticas necessárias ao desenvolvimento das próximas décadas.
Por isso, o MobiCaxias parabeniza o BRDE nossa entidade Mantenedora pela iniciativa e agradece o convite para acompanhar os próximos passos desse processo.
Participe conosco da construção desse novo futuro.
SAIBA MAIS
Assista o painel: “O agro precisa de trilhos?”- Campo em Debate |02/09/2026
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