Análise da Universidade Técnica de Munique com dados coletados pela CHG-MERIDIAN mostra como mão de obra, manutenção, energia e renovação dos equipamentos alteram o custo total de uma operação
Os custos logísticos no Brasil chegaram a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o equivalente a cerca de R$ 1,96 trilhão, segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Nesse cenário, reduzir despesas sem comprometer a produtividade se tornou uma questão central para empresas que dependem de armazenagem e movimentação de produtos. Uma análise da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, mostra que a automação pode reduzir em cerca de 50% o custo de uma operação de intralogística ao longo de dez anos, em um dos cenários avaliados.
A análise foi conduzida pela Cátedra de Movimentação de Materiais, Fluxo de Materiais e Logística da TUM, com dados reais de frotas coletados e analisados pela CHG-MERIDIAN Industrial Solutions em colaboração com os pesquisadores. O estudo considera não apenas o valor pago para adquirir um equipamento, mas também os gastos que surgem durante sua utilização, como manutenção, reparos, energia, mão de obra e substituição de componentes.
Um dos exemplos compara duas formas de utilizar uma empilhadeira elétrica de 1,6 tonelada, operada em dois turnos. No cenário em que a empresa compra o equipamento e assume os serviços e reparos durante oito anos, o custo total estimado chega a € 151.550, incluindo a troca da bateria no sétimo ano. No modelo de leasing operacional com serivços de manutenção e renovação do equipamento após quatro anos, o valor cai para € 142.423. A diferença supera € 9.100 por equipamento no período, ou aproximadamente € 1.140 por ano.
O estudo também mostra o impacto da automação sobre os custos de uma operação. Em outro cenário, são comparadas seis empilhadeiras elétricas conduzidas por trabalhadores com 12 veículos guiados automaticamente, conhecidos como AGVs. As duas alternativas funcionam em dois turnos durante dez anos. Nesse cenário específico, a utilização de AGVs reduz o custo total estimado em aproximadamente € 3,6 milhões, levando o custo da operação para cerca de metade do valor projetado no cenário convencional.A principal diferença está na mão de obra. No cenário com empilhadeiras convencionais, o custo anual com trabalhadores é estimado em € 660 mil. Com os veículos automatizados, o valor cai para € 60 mil por ano. O exemplo mostra que o investimento inicial em um equipamento representa apenas uma parte do custo de uma operação e que fatores como mão de obra, manutenção, energia, utilização e renovação dos ativos podem alterar significativamente o resultado ao longo dos anos.
Essa é a lógica do Total Cost of Ownership (TCO), ou Custo Total de Propriedade. Em vez de considerar apenas o investimento inicial, a metodologia reúne os principais gastos associados a um equipamento durante seu período de uso. A análise permite comparar diferentes alternativas e avaliar como cada decisão pode impactar a eficiência e o custo da operação ao longo do tempo.“Em um ambiente de custos logísticos elevados, como o brasileiro, olhar apenas para o preço de compra pode esconder despesas que vão aparecer ao longo dos anos. Quando a empresa considera todo o ciclo de vida do equipamento, consegue comparar diferentes alternativas e entender qual delas oferece o melhor resultado para a operação”, afirma Gabriela Monastero, vice-presidente de Vendas da CHG-MERIDIAN Brasil.
A combinação entre automação, gestão dos ativos e análise do custo total amplia as possibilidades para empresas que buscam ganhar produtividade e controlar despesas. Mais do que escolher entre comprar ou utilizar uma nova tecnologia, a decisão passa por entender como cada alternativa impacta os custos da operação, a utilização dos ativos e sua gestão ao longo de todo o ciclo de vida.
Sobre a CHG-MERIDIAN
Fundada em 1979, na Alemanha, a CHG-MERIDIAN é uma das líderes globais em arrendamento e gestão do ciclo de vida de tecnologias para os setores de TI, indústria e saúde. Presente em mais de 30 países, incluindo o Brasil, e atuando de forma independente de bancos e fabricantes, a companhia oferece soluções baseadas no uso ao invés da propriedade, proporcionando às empresas eficiência financeira, modernização contínua das operações e práticas de sustentabilidade. Seu portfólio abrange leasing operacional, gestão digital de ativos e serviços como exclusão certificada de dados e recomercialização segura, aplicando princípios da economia circular em todas as etapas. Globalmente, administra um portfólio de €12,6 bilhões em ativos tecnológicos (2025).
Pamela Moraes
pamela.moraes@rpmacomunicacao.com.br
(11) 5501-4655
