O aumento dos custos para construir torna cada decisão de projeto mais relevante para o desempenho financeiro de um empreendimento depois da entrega. Em junho de 2026, o custo nacional da construção medido pelo SINAPI chegou a R$ 1.976,37 por metro quadrado, alta de 1,19% no mês, enquanto os materiais apresentaram variação de 0,92%, a maior registrada pelo indicador naquele ano até então. O cenário reforça uma discussão que costuma ficar restrita à etapa de operação, mas começa muito antes dela, sobre quanto pode custar não considerar a infraestrutura hídrica no planejamento de uma obra.

Para Lorena Zapata, diretora de Novos Negócios e Sustentabilidade da Engeper Ambiental e Perfurações, a gestão da água precisa ser tratada como parte da própria infraestrutura do empreendimento, e não como uma adequação posterior. “Quando a água entra no planejamento apenas depois que a obra está pronta, muitas decisões já foram tomadas e qualquer correção tende a exigir intervenção sobre uma estrutura existente. Dimensionar a demanda, avaliar a disponibilidade hídrica, prever sistemas de monitoramento e analisar desde o início possibilidades de armazenamento, tratamento e reuso permite que a infraestrutura seja pensada de acordo com as características reais de cada empreendimento”, afirma.

Essa preocupação ganha relevância porque o custo de um sistema hídrico não se limita à implantação de tubulações, equipamentos ou estruturas de captação. Dimensionamentos inadequados podem aumentar perdas e consumo, enquanto a falta de monitoramento dificulta identificar alterações de desempenho e problemas antes que eles exijam intervenções maiores. Da mesma forma, quando alternativas de reaproveitamento não são avaliadas durante o projeto, uma oportunidade de reduzir determinados consumos pode desaparecer ou exigir adaptações mais complexas quando o empreendimento já está em funcionamento. O planejamento, portanto, passa a considerar não apenas quanto custa instalar uma infraestrutura, mas quanto ela poderá representar em despesas de operação, manutenção e futuras adequações.

A experiência da Engeper em projetos de gestão de recursos hídricos permite abordar esse cenário a partir de situações encontradas na prática, mostrando como diferentes empreendimentos demandam estratégias distintas de captação, armazenamento, distribuição, monitoramento, tratamento e reuso. Em vez de propor uma solução padronizada, a discussão pode mostrar quais variáveis precisam ser avaliadas ainda na concepção do projeto, como perfil de consumo, disponibilidade de água, características da operação, necessidade de manutenção e possibilidades de aproveitamento de recursos já disponíveis.

Para Lorena, essa mudança de perspectiva também altera a maneira como o custo da água é percebido dentro de um projeto. “O ponto não é simplesmente instalar mais equipamentos ou adotar uma tecnologia específica, mas entender desde o início qual infraestrutura hídrica faz sentido para aquele empreendimento e como ela vai se comportar ao longo dos anos. Quando essa análise acontece antes da construção, o empreendedor consegue tomar decisões com mais informação e evitar que problemas de consumo, perdas, manutenção ou necessidade de expansão sejam descobertos somente quando a operação já começou”, completa.

Sobre a Engeper

A Engeper Ambiental e Perfurações atua desde 2009 na gestão de recursos hídricos, oferecendo soluções integradas para captação, tratamento, monitoramento, reúso e gestão da água. A empresa reúne experiência em projetos de diferentes escalas e segmentos e trabalha com uma abordagem que considera as características e necessidades específicas de cada operação. Entre suas soluções está a gestão hídrica 360°, que integra diferentes etapas da infraestrutura de água para apoiar o uso mais eficiente dos recursos. A Engeper também desenvolve projetos relacionados a poços artesianos, tratamento de água e efluentes, monitoramento e tecnologias voltadas ao aproveitamento e à eficiência hídrica. A empresa mantém ainda iniciativas relacionadas à sustentabilidade e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Gabriel Moreira
gabriel.moreira@mention.net.br
(11) 5217-0177

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