O mercado agrícola vive uma verdadeira corrida tecnológica. A cada safra, surgem novas máquinas, equipamentos autônomos e drones de pulverização cada vez mais modernos, capazes de aplicar em pequenas áreas montanhosas até grandes áreas. É inegável o avanço que esses equipamentos trouxeram para a eficiência operacional no campo. No entanto, existe um elo nessa corrente que muitas vezes é negligenciado e que tem o poder de decretar o sucesso ou o fracasso de qualquer operação fitossanitária: a calda que está sendo aplicada.

A tecnologia embarcada de um drone garante a precisão da rota, a altura de voo ideal e a taxa de aplicação programada. Mas nenhum sistema de última geração é capaz de corrigir os problemas de uma calda mal formulada. Se o produto apresenta incompatibilidade de calda, se não colocar na ordem correta, se a deriva não é controlada, a melhor máquina do mundo entregará um resultado abaixo do esperado.

É aqui que entra o verdadeiro conhecimento de tecnologia de aplicação: a ciência dos adjuvantes e como eles atuam na calda de pulverização.

A eficácia de uma aplicação agrícola começa muito antes de fechar o tanque. Ela depende da compreensão físico-química de como o ingrediente ativo interage na calda e com o alvo biológico. Fatores como o pH da água, a dureza, interação entre os produtos, o tamanho das gotas geradas pelos atomizadores rotativos e a capacidade de espalhamento e retenção na folha determinam se o defensivo ou nutriente vai realmente cumprir o seu papel. Quando negligenciamos esses aspectos, corremos o risco de aplicar uma calda desuniforme, iniciando a aplicação com maior concentração de produtos de suspensão e finalizando com produtos oleosos, além de perder produto por evaporação, escorrimento ou deriva, gerando desperdício financeiro e frustração agronômica.

Na Fortgreen, defendemos que a verdadeira evolução no campo acontece quando unimos a tecnologia com o conhecimento em tecnologia de aplicação. Desenvolver adjuvantes de alta performance e tecnologias que otimizam a qualidade da calda significa garantir que cada gota chegue exatamente onde deve, com o máximo de aproveitamento e segurança para a lavoura.

Investir em conhecimento é tão importante quanto investir em tecnologia e inovação. No fim do dia, o produtor rural não busca só a tecnologia vistosa, ele busca rentabilidade e eficiência real de ponta a ponta. E a tecnologia de aplicação, quando bem-feita, é o que transforma o investimento em produtividade concreta.

• Por: André Pazinato, gerente de tecnologia de aplicação e adjuvantes na Fortgreen. Possui mestrado e doutorado em plantas daninhas e tecnologia de aplicação, pós graduação em proteção de plantas e MBA em gestão de times comerciais.

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