Folha de S. Paulo – A Cosan informou que conduziu uma negociação em regime de exclusividade com potenciais investidores interessados em sua participação na Rumo, mas não atingiu qualquer acordo para vender sua parcela na operadora de ferrovias, de acordo com comunicado divulgado nesta terça-feira (20).
A holding de investimentos, que também controla a Raízen e a Compass, reforçou que segue avaliando alternativas em todos seus ativos a fim de otimizar sua estrutura de capital, “mas comprometida com a criação de valor aos seus acionistas nesses possíveis movimentos”.
Segundo a Cosan, a negociação em questão se dava em regime de exclusividade. O período se encerrou nesta terça-feira “sem que a companhia tenha atingido qualquer acordo que fosse estrategicamente e comercialmente adequados para alienação de qualquer fração de sua participação”, afirmou em comunicado.
A venda de ativos é uma das estratégias que a Cosan tem buscado para se reestruturar e melhorar seu nível de endividamento e alavancagem —relação entre a dívida e o lucro oepracional. No último balanço trimestral da companhia, referente ao período de abril a junho, a dívida líquida da holding era de R$ 9,2 bilhões.
Segundo o site de relações com investidores da Rumo, a Cosan possui 20,33% das ações da companhia. Em agosto, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a holding pretendia vender cerca de 15% da operadora de ferrovias.
Dois meses antes, a Cosan havia anunciado a contratação do BTG Pactual como assessor financeiro para avaliar alternativas sobre a sua participação na Rumo.
Cosan diz que negociou venda de participação na Rumo, mas não houve acordo – Revista Ferroviária
