As cidades são aglomerados urbanos e permanecem em constante mudança. Seja devido ao envelhecimento de suas construções, seja por evolução tecnológica ou por mudança nos hábitos e suas consequências sócio econômicas, as cidades estão em permanente mudança.
Ao passarmos pelas ruas das cidades nos deparamos com as caçambas, que são conteineres (conteiner), de aço estacionados nas ruas, em frente as casas e prédios e nos quais se depositam entulhos e materiais retirados dos imóveis que estão sendo reformados.
Essas caçambas ocupam espaços originalmente destinados ao estacionamento de veículos e são utilizadas para acumular materiais de construções (restos de materiais) e são recolhidas em diversas periodicidades (em geral durante a noite e madrugadas) para serem descarregadas em aterros destinados para esse fim.
A autorização para as caçambas nas ruas, o período de permanência, capacidade de armazenamento de materiais e outras questões relativas a esses equipamentos são desconhecidos dos cidadãos.
O fato é que há oportunidade para se incorporar tecnologia nessa questão com benefícios para as cidades, para os cidadãos e grandes economias nesse processo.
No evento CREA realizado no Guarujá nesta última semana, um grupo de engenheiras, lideradas pela Stéfany Mikaelle da Silva Lima propôs a simplificação do preenchimento da ART Anotação de responsabilidade Técnica, atra’ves de um QR Code, pagamento em tempo real e do aproveitamento e reutilização dos dados ali contidos para outras finalidades e etapas dos processos de construção e reforma de imóveis.
O uso de tecnologia (seja o QRCode, ou de leitura de chip a ser instalado nas caçambas, seja por uma combinação entre um número de ideantidade da caçamba associado a geo localização do referido equipamento e mais o número da ART) que seviria para ampliar as possibilidades de fiscalização de obras e o cumprimento dos projetos ao qul serve a ART.
As cidades apresentam um extensa lista que questões a serem enfrentadas. Algumas dessas questões não são originais nas nossas cidades brasileiras e já foram objeto de análise e soluções em outrois países, outras porém, são típicas das nossas cidades e merecem ser estudadas e solucionadas por especialistas daqui.
O CREA reune 1.1 milhão de profissionais, segundo o artigo publicado no Estadão de hoje (20/08/2023: Simpósio Cidades Inteligentes com ênfase na Inovação e Tecnológica dos municípios paulistas).
A implementação do sistema de administração dos espaços para estacionamento de veículos na cidade de São Paulo (por exemplo) incorporou normas e tecnologias aprimoradas para o controle do usso desses espeços.
É de lamentar que tal projeto enfatizou o modelo de cobrança e arrecadação e pouco coisa foi implementada em benefício do cidadão.
Fazer mais e melhor, muitas vezes reflete inteligência e redução de custos trazendo vantagens e melhorias para as cidades.
Paulo Westmann
